São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Petróleo acima de US$ 105 sustenta alta do Ibovespa e valoriza Petrobras

Índice avançava 1,49% nesta quinta-feira, enquanto o dólar recuava para R$ 5,092 em meio às tensões externas e ao cenário eleitoral.

Petróleo acima de US$ 105 sustenta alta do Ibovespa e valoriza Petrobras

A valorização do petróleo levou as ações da Petrobras a uma alta próxima de 2% e ajudou o Ibovespa a avançar 1,49%, aos 188.404 pontos, por volta das 14h30 desta quinta-feira (10). No câmbio, o dólar recuava 0,34%, cotado a R$ 5,092, apesar da alta de 0,15% do índice DXY no exterior.

O petróleo superou US$ 105, pela primeira vez desde maio, em uma sessão marcada pela escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, anunciaram o controle de Mocha, cidade apontada como importante para o escoamento do petróleo da Arábia Saudita.

Na quarta-feira (9), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado dez navios e lançado mísseis balísticos contra uma base na Jordânia utilizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. A ação teria sido uma resposta aos ataques americanos a cinco petroleiros iranianos na terça-feira (8).

O braço militar iraniano disse que as embarcações “tentavam atravessar uma área proibida e insegura” do estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra. A possibilidade de interrupções no fluxo da commodity também amplia as pressões inflacionárias e os riscos para a política monetária.

Petrobras e fluxo para a Bolsa

A alta do petróleo favorece as empresas do setor e contribui para a entrada de recursos em ativos brasileiros. Para Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, a Petrobras tem peso relevante no índice. “Esse movimento acaba beneficiando o petróleo e o mercado brasileiro por meio da Petrobras, que tem um peso enorme no índice”, afirmou.

A valorização das ações brasileiras também favorece o real, porque investidores precisam vender dólares e comprar a moeda local para aplicar no mercado doméstico. Nas últimas semanas, a Bolsa tem recebido suporte das commodities, especialmente do petróleo, e do fluxo de capital estrangeiro.

Eleições e indicadores

Investidores acompanham a expectativa de uma nova pesquisa eleitoral da AtlasIntel. Na edição de maio, Flávio Bolsonaro (PL) registrou 41,8%, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 48,9%. Em uma simulação de segundo turno divulgada pela Quaest durante o feriado de 7 de setembro, os dois apareceram numericamente empatados, com 41% das intenções de voto cada um. A margem de erro era de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

No mercado de predição Polymarket, Flávio passou a concentrar 52% das apostas de vitória, contra 45% para Lula. O cenário eleitoral também é relacionado à crise do Supremo Tribunal Federal após a divulgação de mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A investigação, cujo sigilo foi retirado por decisão do ministro André Mendonça, indicou que Vorcaro perguntou a Alexandre de Moraes se deveria deixar o país antes de ser preso pela Polícia Federal. Para Leonel Oliveira Matos, da StoneX, a interpretação predominante no mercado é que o desgaste do Supremo pode favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro.

No ambiente econômico, o volume de serviços ficou estável em julho ante junho e cresceu 0,9% na comparação anual. Nos Estados Unidos, o PPI subiu 0,4% em agosto, após alta revisada de 0,1% em julho. Em 12 meses, o indicador avançou 5,4%, ante 4,8% no mês anterior.

O Federal Reserve definirá a próxima taxa de juros em reunião marcada para 15 e 16 de setembro. Os juros americanos estão atualmente na faixa de 3,5% a 3,75%.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5