São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Ibovespa recua 0,91% com petróleo caro e cautela no exterior

Bolsa fecha aos 185.500,88 pontos, enquanto dólar avança 0,44% e encerra o dia a R$ 5,1479.

Ibovespa recua 0,91% com petróleo caro e cautela no exterior

O Ibovespa caiu 0,91% nesta segunda-feira, 14, aos 185.500,88 pontos, em um pregão marcado pela aversão ao risco nos mercados internacionais. O índice chegou a se aproximar de 183 mil pontos na mínima, mas reduziu as perdas durante a tarde e encerrou distante também da máxima de 187 mil pontos. O giro financeiro somou R$ 17 bilhões, e a alta acumulada no mês permaneceu em 4,56%.

A pressão veio principalmente do petróleo, que fechou em alta de 1,02%, a US$ 105,68 por barril. O Brent chegou a US$ 109,80 pela manhã, após ataques ao oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, rota alternativa para o Estreito de Ormuz. A manutenção da commodity acima de US$ 100 renovou as preocupações com a inflação global.

Durante a tarde, declarações de Donald Trump sobre possíveis negociações com o Irã ajudaram a conter a alta do petróleo e a reduzir parte do estresse nos mercados. O presidente americano também afirmou que Ucrânia e Rússia teriam concordado em suspender ataques contra suas infraestruturas energéticas. O Irã, contudo, refutou o comentário sobre as negociações.

Tecnologia e cenário político

Investidores também reagiram às declarações de Sam Altman, CEO da OpenAI, e de Elon Musk sobre os riscos do avanço acelerado da inteligência artificial e a necessidade de ampliar a segurança e o controle dos modelos. A preocupação com uma eventual desaceleração do desenvolvimento dessas tecnologias aumentou a cautela com ações de risco e com as perspectivas das empresas do setor.

No ambiente doméstico, as pesquisas eleitorais tiveram impacto limitado sobre o índice. Levantamento da Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 40% de Luiz Inácio Lula da Silva. Na semana anterior, os dois tinham 41%. Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 11, indicou Lula com 46% e Flávio com 44%, em situação de empate técnico. O levantamento BTG/Nexus apontou Lula à frente por 47% a 46%.

Os juros futuros subiram na B3, influenciados pelo petróleo e por incertezas relacionadas ao cenário político e institucional. O mercado acompanha a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal marcada para terça-feira, 15, que avaliará a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por conversas com Daniel Vorcaro, além de novos desdobramentos do caso Master.

O contrato de DI para janeiro de 2027 passou de 13,583% para 13,585%. O vencimento de janeiro de 2029 subiu de 13,843% para 13,915%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 avançou de 14,051% para 14,140%.

Câmbio e juros

O dólar encerrou o pregão a R$ 5,1479, com alta de 0,44%. Pela manhã, a moeda chegou a R$ 5,1830, mas perdeu força à medida que as notícias sobre negociações no Oriente Médio reduziram o temor de um choque ainda maior nos preços de energia. Em setembro, a divisa acumula baixa de 0,62%, depois de subir 2,16% em agosto.

O índice DXY, que mede o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, marcava 99,500 pontos no fim da tarde, após alcançar 99,736 pontos, com alta de 0,39%. A taxa da T-note de 10 anos estava próxima de 4,98%, depois de superar 5% pela primeira vez desde 2023.

As apostas do mercado indicam uma redução de 0,25 ponto porcentual na Selic na reunião desta quarta-feira, 16, levando a taxa para 13,75% ao ano. Para novembro, a curva apontava 40% de probabilidade de novo corte e 60% de manutenção. A taxa terminal projetada para 2026 estava em 13,57%.

A expectativa predominante também considera uma elevação de 0,25 ponto porcentual nos juros pelo Federal Reserve. A possível redução do diferencial entre as taxas brasileiras e americanas levou Bank of America e HSBC a revisarem suas projeções para a Selic no fim do ano.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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