São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Mercados acompanham petróleo, juros globais e transição na Berkshire

Dólar avançava contra o real, enquanto ações brasileiras recuavam em meio à pesquisa eleitoral e às discussões fiscais.

Mercados acompanham petróleo, juros globais e transição na Berkshire

A queda do petróleo e as decisões de juros no exterior dividiam a atenção dos mercados nesta sexta-feira (18), enquanto investidores também monitoravam a pesquisa Datafolha, o cenário fiscal brasileiro e a mudança no comando da Berkshire Hathaway.

Às 15h25, o petróleo Brent era negociado a US$ 103, com baixa de 1,01%. O movimento ocorreu em meio à redução dos ataques entre os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, e forças militares da Arábia Saudita. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o fim do conflito com o Irã está próximo.

No mercado brasileiro, o dólar subia 0,15%, a R$ 5,147, enquanto o Ibovespa recuava 0,46%, aos 185.120 pontos, às 15h21. A nova pesquisa Datafolha mostrou, entre eleitores de 16 a 24 anos, Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 29%. Com margem de erro de seis pontos percentuais, o resultado representa empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada na sexta-feira (11), os percentuais eram de 36% e 34%, respectivamente.

O Banco Central iniciou às 10h30 dois leilões de linha simultâneos, que somavam US$ 1 bilhão. As operações envolvem a venda de dólares com compromisso de recompra e têm como objetivo fornecer liquidez ao mercado à vista.

O cenário fiscal também permanecia no foco após o anúncio, na véspera (17), de reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O presidente Lula elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.

O Ministério da Fazenda informou que a despesa será acomodada no orçamento e não alterará a meta fiscal. Olivia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, afirmou que o mercado avalia o financiamento do gasto público, a trajetória da dívida e possíveis efeitos sobre as expectativas, os juros longos e o câmbio.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir. Às 15h30, o título de dez anos estava em 5%, com alta de 1,11%, depois de ter atingido 5,017%, maior nível desde outubro de 2023. Em Wall Street, o S&P 500 caía 0,06%, o Dow Jones recuava 0,22% e o Nasdaq avançava 0,02%.

O Banco do Japão elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 1,25%, maior nível desde 1995. Ainda assim, o iene recuava 0,23% ante o real às 15h34. Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue, atribuiu o movimento à expectativa frustrada de uma comunicação mais dura e destacou que dois integrantes do comitê preferiam manter os juros em 1%.

No Brasil, a taxa do DI para janeiro de 2028 subia 0,03 ponto percentual, para 13,65%, às 10h08. O contrato para janeiro de 2035 avançava 0,02 ponto percentual, para 14,22%.

A Berkshire Hathaway informou que Warren Buffett deixará imediatamente a presidência do conselho de administração e será presidente emérito. Howard Buffett, seu filho e conselheiro da companhia desde 1993, assumirá o posto. Por volta das 15h35, as ações de classe B subiam 0,53%, a US$ 511,89, após queda de 2,04% na véspera.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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