São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Ibovespa sobe 1,20% com pesquisas eleitorais e fecha no maior nível desde maio

Bolsa, dólar e juros futuros reagiram à percepção de maior chance de vitória da oposição nas eleições presidenciais.

Ibovespa sobe 1,20% com pesquisas eleitorais e fecha no maior nível desde maio

O Ibovespa subiu 1,20% nesta terça-feira, 8, para 187.366,84 pontos, maior nível desde 4 de maio. O índice avançou desde o início do pregão, apoiado pelas ações da Petrobras, da Vale e dos bancos, embora tenha se afastado das máximas próximas de 190 mil pontos durante a tarde.

A alta ocorreu em meio à redução da distância nas pesquisas entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Na avaliação de participantes do mercado, esse movimento elevou a expectativa de uma política de gastos públicos mais rigorosa a partir do próximo ano.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira mostrou os dois candidatos tecnicamente empatados. Levantamento Quaest, divulgado na segunda-feira à noite, apontou 41% para cada um em uma simulação de segundo turno. Na sondagem BTG/Nexus, Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Lula.

Dólar e juros

O dólar caiu 0,88% e terminou o dia a R$ 5,0858, abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez desde o início de agosto. A moeda chegou à mínima de R$ 5,0712 no fim da manhã, em um movimento alinhado às máximas do Ibovespa acima de 189 mil pontos.

Nos cinco primeiros pregões de setembro, o dólar acumula queda de 1,82% frente ao real, depois de ter subido 2,16% em agosto. Além do ambiente externo favorável às moedas emergentes, o real foi beneficiado pela redução dos prêmios de risco dos ativos locais associada ao avanço da oposição nas pesquisas.

Os juros futuros também recuaram. Os vértices longos caíram mais de 20 pontos-base e passaram a operar abaixo de 14%, com o mercado incorporando a possibilidade de uma alternância de poder em 2027 e de maior austeridade fiscal.

O contrato de DI para janeiro de 2029 caiu de 13,885% para 13,715%. O DI para janeiro de 2031 recuou de 14,096% para 13,905%, menor nível desde 29 de maio deste ano. Para janeiro de 2027, a taxa oscilou a 13,575%, ante 13,571% no ajuste anterior.

Fluxo estrangeiro e títulos públicos

Desde o começo do mês, o EWZ, fundo negociado em Nova York ligado a ações brasileiras, acumula alta de quase 9%. O EEM, associado aos mercados emergentes, avança 2,3%. O fluxo estrangeiro foi apontado por participantes como um dos fatores de sustentação das ações brasileiras.

O petróleo subiu mais de 2%, com o Brent na faixa de US$ 97. O movimento foi associado a novos ataques no Oriente Médio e favoreceu os termos de troca do Brasil.

O Tesouro Nacional colocou o lote integral de 2,15 milhões de NTN-B ofertado, movimentando R$ 9,7 bilhões, maior volume do ano. A demanda por títulos atrelados à inflação ocorreu sem pressionar a curva de juros.

O Bank of America elevou a recomendação para ações brasileiras e reduziu de 12,75% para 11,25% a projeção para a Selic no fim de 2027. As pesquisas também mostraram o fortalecimento de Augusto Cury, do Avante, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno e apareceu numericamente à frente de Lula em uma hipótese de segundo turno na sondagem BTG/Nexus, por 45% a 43%.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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