BRASÍLIA — A trajetória de Rodrigo Starling no tênis começou aos 6 anos, no Clube do Congresso, e ganhou novo destaque em 2026, quando o atleta alcançou o segundo lugar do ranking mundial na categoria de 40 a 45 anos. Aos 40 anos, ele foi vice-campeão do Mundial Individual de Masters, em Lisboa, Portugal.
A campanha teve quatro vitórias antes da decisão, em uma chave com 128 jogadores. Rodrigo superou o francês Nicolas Houard na terceira rodada, o espanhol Carlos Villanueva nas oitavas de final, o francês Alexandre Nicolau nas quartas e o uruguaio Leandro Perera na semifinal. Na final, perdeu para o suíço Fetov Mohamed por duplo 6/2.
“É um resultado que realmente me impactou profundamente”, declarou o tenista. Segundo Rodrigo, o torneio reuniu ex-profissionais e jogadores universitários. Ele também destacou a representação do Brasil, de Brasília e do Iate Clube de Brasília na competição.
Da formação juvenil ao circuito master
Nascido na Asa Norte, em Brasília, Rodrigo teve Cláudia Chabalgoity como primeira professora. Ainda nas categorias juvenis, disputou torneios e conquistou pontos no ranking. Uma lesão no pulso o afastou por oito meses, e ele decidiu seguir para os Estados Unidos, onde jogou como universitário e se formou em economia e finanças em 2009. O retorno a Brasília ocorreu em 2011.
Para o tenista, a experiência acumulada ajuda os atletas master a administrar melhor os limites físicos. A preparação preventiva e o conhecimento do próprio corpo ganham importância, enquanto o tênis permite competir em bom nível por muitos anos.
“A gente cuida muito mais do preventivo, temos uma responsabilidade muito maior com o nosso limite”, afirmou Rodrigo.
No Iate Clube de Brasília, ele mantém uma rotina de treinos e preparação física com dois especialistas. Fora das quadras, concilia as competições com o trabalho como funcionário público e a criação de três filhos.
Neste ano, um desconforto no pulso o impedirá de disputar o World Tennis Masters Tour (MT700), no Esporte Clube Pinheiros. Rodrigo avalia tentar o sul-americano no Chile no final do ano e continua participando de torneios em Brasília, incluindo competições internas do Iate Clube e torneios de primeira classe abertos com premiação em dinheiro.







