São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Plano de saúde leva Caixa a pedir dissídio contra greve dos bancários

Banco afirma que levará a paralisação ao TST após empregados rejeitarem propostas para o Saúde Caixa.

Plano de saúde leva Caixa a pedir dissídio contra greve dos bancários

A rejeição de três propostas para o Saúde Caixa levou a Caixa Econômica Federal a pedir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) a abertura de um dissídio coletivo contra a greve nacional dos trabalhadores, iniciada em 10 de setembro. A última oferta foi recusada em assembleia na noite de segunda (21), e uma tentativa de acordo realizada nesta quarta-feira (23), no próprio tribunal e com intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), terminou sem consenso.

O banco informou que pretende submeter o impasse à Justiça do Trabalho para buscar uma solução institucional com segurança jurídica e previsibilidade para as partes. A Caixa também declarou que continuará respeitando as entidades representativas e os empregados, além de cumprir as decisões judiciais que forem estabelecidas.

Regras do Saúde Caixa

A proposta prevê que não haverá reajuste nas mensalidades em 2026 e que a Caixa assumirá o déficit do plano. A partir de 2027, o teto de participação da empresa no custeio subiria de 6,5% para 9% da folha de pagamento, com manutenção do pacto intergeracional e do convênio no acordo coletivo de trabalho. Não haveria cobrança diferenciada por faixa etária.

Pelo desenho apresentado, o titular contribuiria com 3,7% da remuneração-base. A mensalidade do dependente direto seria de R$ 560; para dependente indireto que seja filho de 21 a 24 anos, o valor seria de R$ 660; para filhos de 24 a 27 anos e pais/mães remanescentes, R$ 900. O limite do grupo familiar, formado pelo titular e pelos dependentes diretos, seria de 9%.

A Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento, mantendo a isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina. A proposta inclui ainda o reajuste de 4,6% já pago aos demais bancários do país, percentual que representa 0,6% acima da inflação do período.

Divergências e continuidade da greve

Pelas regras atuais, o funcionário contribui com 3,5% da remuneração-base e paga R$ 75 por consulta em pronto atendimento, valor que subiria para R$ 120 — aumento de 60%. Cada dependente direto tem mensalidade de R$ 480, enquanto a soma das mensalidades do titular e desses dependentes está limitada a 7% da remuneração-base.

Os empregados afirmam que a proposta elevaria em 16,7% a mensalidade de cada dependente direto e ampliaria o limite de comprometimento da remuneração familiar. Na avaliação dos trabalhadores, o custo do plano consumiria o reajuste real dos salários.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo e Região informou que o comando nacional deve se reunir em breve. A greve segue por tempo indeterminado. O sindicato marcou um protesto para esta quinta (24), a partir das 12h, na Caixa da avenida Paulista, na região central da capital paulista. Às 17h30, o comando de greve se reunirá.

Mesmo com as agências fechadas, a Caixa mantém os canais digitais e os caixas eletrônicos em funcionamento. Clientes podem usar o aplicativo e o site da Caixa, o WhatsApp Caixa, no 0800-1040104, o Caixa Tem, os aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa e FGTS, os correspondentes Caixa Aqui, a rede Banco24Horas e o Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-1040104, para as demais localidades.

A Caixa afirmou que realizou rodadas de negociação com os empregados e as entidades representativas, mas não chegou a um acordo. O banco também informou que foram 54 rodadas para a negociação coletiva da categoria bancária, que resultaram no reajuste de 4,6%.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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