O governo reajustará em 15% os benefícios do Bolsa Família a partir da folha de outubro, anunciou nesta quinta-feira, 17, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027.
Segundo Moretti, os custos serão absorvidos pelo espaço fiscal existente nos dois exercícios. Para 2027, a lei orçamentária será ajustada para acomodar o aumento dentro desse limite.
Com a correção linear, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691. A média dos pagamentos subirá de R$ 691 para R$ 777.
Justificativa do reajuste
O ministro afirmou que a legislação do Bolsa Família autoriza a reposição inflacionária dos benefícios para preservar o poder de compra das famílias atendidas. A referência usada pelo governo é o INPC acumulado desde o início do programa até agosto, calculado em 15,04%.
“A lei do Bolsa Família nos concede uma autorização para fazer a reposição inflacionária para garantir o poder de compra aos beneficiários do Bolsa Família”, disse Moretti.
O anúncio ocorre a 17 dias do primeiro turno eleitoral. O reajuste será aplicado aos benefícios do programa de forma linear, conforme a justificativa apresentada pelo ministro.






