São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Editorial questiona preparo de Flávio Bolsonaro e aponta herança golpista

Texto cobra do senador compromisso com a democracia, critica sua relação com Trump e menciona o diálogo com Daniel Vorcaro.

Em editorial, Folha cobra Flávio Bolsonaro por “herança golpista”, “subserviência a Trump” e elo com Vorcaro

Um editorial intitulado “Flávio é inexperiente e herdeiro de visão golpista” questiona a preparação de Flávio Bolsonaro (PL) para disputar a Presidência e cobra dele compromisso explícito com os limites constitucionais do cargo.

O texto afirma que a escolha do filho “01” de Jair Bolsonaro surpreendeu setores da direita não bolsonarista que esperavam um candidato mais experiente, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Também registra que Flávio não teria recebido apoio entusiasmado do centrão, mas se tornou competitivo com o crescimento nas pesquisas e o benefício da polarização.

A avaliação é que os resultados eleitorais não eliminam dúvidas sobre o candidato. O editorial aponta falta de experiência em gestão relevante e de uma trajetória parlamentar capaz de credenciá-lo, por si só, à Presidência. A principal crítica, porém, recai sobre o projeto político do qual Flávio se apresenta como herdeiro.

Jair Bolsonaro é descrito como condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O texto também menciona que Flávio promete indultar o pai e mantém um discurso de confronto institucional. “Antes de postular à Presidência, Flávio precisa demonstrar que está preparado para exercê-la”, afirma o editorial.

Relações políticas e empresariais

O documento critica ainda a “subserviência a Donald Trump” em temas como tarifas, terras raras e mudança climática. A cobrança inclui a necessidade de demonstrar compromisso efetivo com a democracia ao reivindicar essa herança política.

Outro ponto abordado são as relações mantidas pelo círculo político de Flávio com pessoas posteriormente associadas a atividades criminosas. O editorial lembra que, quando deputado estadual, ele concedeu a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio a um policial preso sob acusação de homicídio e depois identificado como integrante de milícia.

Também retoma a investigação sobre um suposto esquema de “rachadinhas” em seu gabinete e o diálogo amistoso com Daniel Vorcaro, do Banco Master. O texto menciona ainda um pedido de milhões para um filme em homenagem a Jair Bolsonaro.

A ressalva apresentada é que esses episódios não permitem atribuir a Flávio crimes que não foram provados. Para o editorial, contudo, os fatos integram sua biografia pública e não devem ser ignorados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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