A Volkswagen aprovou por unanimidade o Future Plan 2030, que prevê reduzir pela metade o portfólio global de veículos até 2035. O pacote também estabelece uma diminuição de aproximadamente 75% na complexidade da operação e amplia para aproximadamente 100 mil o número de empregos eliminados nas operações globais da montadora.
A redução adicional será de 50 mil postos de trabalho, somando-se a outros 50 mil cortes já acordados com os sindicatos. A empresa tinha cerca de 663 mil funcionários, e a segunda rodada equivale a aproximadamente 7,5% da força de trabalho global.
Fábricas sem definição de produção
Quatro unidades na Alemanha — Emden, Zwickau, Hannover e Neckarsulm — estão sem uma destinação de produção considerada competitiva após o encerramento dos ciclos dos produtos fabricados nelas. Esses ciclos devem terminar entre 2031 e 2034. A Volkswagen pretende avaliar alternativas para as instalações até junho de 2027.
A montadora também avalia usos alternativos para algumas unidades que perderão sua produção atual. Há conversas com empresas do setor de defesa, mas nenhum acordo foi concretizado até o momento.
O plano foi aprovado pelo conselho supervisor após meses de negociações e inclui a redução de versões de nicho, modelos de baixo volume e diferentes conjuntos de motorização. A empresa enfrenta excesso de capacidade produtiva na Europa, onde a oferta supera a demanda em mais de 500 mil veículos por ano.
Metas financeiras
A Volkswagen pretende alcançar margem operacional de 9% em 2030, com vendas anuais planejadas de 9 milhões de veículos. A projeção inclui € 31 bilhões de lucro operacional e limite de € 37 bilhões para custos indiretos.
Entre 2027 e 2031, os gastos com investimentos e pesquisa e desenvolvimento ficarão limitados a € 135 bilhões. A empresa também planeja reduzir em um terço seu portfólio de investimentos, por meio da venda ou reorganização de atividades consideradas não estratégicas, além de revisar seus ativos imobiliários.







