Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Política

Campanha de Tarcísio remove ataque ao PT de propaganda eleitoral

Trecho em que governador associava potência de São Paulo à ausência do PT no poder foi retirado de peça exibida na última segunda-feira, 31.

Campanha de Tarcísio remove ataque ao PT de propaganda eleitoral
Foto: Reprodução

A campanha de Tarcísio de Freitas retirou de uma propaganda eleitoral uma crítica ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O trecho havia sido incluído em uma versão da peça, mas não apareceu no conteúdo exibido na última segunda-feira, 31.

Na fala removida, o governador de São Paulo afirmava que o Estado só é a potência que é “porque o PT nunca foi governo aqui” e acrescentava: “E a gente não vai deixar isso acontecer”. A declaração ocupava os 20 segundos finais do depoimento, após referências aos avanços de sua gestão e à importância da primeira-dama, Cristiane Freitas, em sua trajetória.

A campanha afirmou que o material com a crítica era uma versão não finalizada, ainda em construção. A coordenação estratégica disse não comentar as definições e os caminhos adotados para conduzir os trabalhos.

A decisão de retirar a menção ao PT foi atribuída ao próprio governador, que dá a palavra final sobre o conteúdo veiculado no horário eleitoral gratuito. A propaganda manteve os demais elementos da versão original.

A estratégia para abordar Lula e o PT divide aliados de Tarcísio. O marqueteiro Pablo Nobel defende uma postura antipetista, enquanto outro grupo considera que a campanha à reeleição deve buscar também eleitores que possam votar no presidente. Para esses aliados, críticas ao PT podem ser feitas, mas precisam estar inseridas em um contexto.

Voto entre Lula e Tarcísio

A avaliação de que o antipetismo não deve ser o eixo central da campanha está relacionada a pesquisas que indicam a existência de voto casado entre o governador e Lula, chamado de voto “Tarula”.

Na pesquisa Quaest divulgada no mês passado, 11% dos eleitores lulistas declararam voto em Tarcísio. O governador também recebeu o apoio de 11% dos eleitores que se identificam como “esquerda não lulista”. No primeiro turno, Fernando Haddad, do PT, aparece como principal adversário.

Haddad atraiu 4% dos eleitores identificados como “direita não bolsonarista” e 2% dos bolsonaristas. Integrantes da campanha de Lula avaliam que o voto “Tarula” pode crescer conforme o nível de engajamento de Tarcísio na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL-RJ.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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