A Ubisoft determinou que suas equipes trabalhem presencialmente cinco dias por semana, com apenas uma quantidade limitada de dias remotos ao longo do ano. A mudança ocorre enquanto a empresa conduz uma reestruturação, prepara novos cortes e fecha estúdios.
A companhia afirma que a decisão busca fortalecer a colaboração, a troca de conhecimento, a criatividade e a eficiência das equipes em um mercado AAA mais competitivo. A medida, porém, ampliou a insatisfação entre funcionários e sindicatos.
A exigência também levantou o debate sobre o chamado “soft layoff”. O termo descreve situações em que alterações nas condições de trabalho — como a retomada da presença diária no escritório após um período de trabalho remoto — podem levar profissionais a deixar a empresa voluntariamente, sem uma demissão direta.
Não há confirmação de que essa seja a intenção da Ubisoft. Oficialmente, a empresa associa a mudança à eficiência das equipes e afirma que continuará reduzindo sua estrutura.
A relação com os funcionários já vinha sob tensão. Em 2024, sindicatos franceses convocaram uma greve depois que a Ubisoft passou a exigir presença nos escritórios por pelo menos três dias por semana. Agora, a elevação da exigência para cinco dias ocorre em meio a uma nova reação sindical.
Reação sindical
A Solidaires Informatique incluiu a manutenção e a ampliação das condições de teletrabalho entre suas reivindicações. No Canadá, representantes sindicais também questionaram o fechamento da Ubisoft Halifax, estúdio que havia sido sindicalizado recentemente.
A política de retorno ao escritório se soma a cancelamentos, cortes e fechamentos de estúdios. Com isso, uma mudança nas regras de trabalho passou a representar mais um ponto de conflito entre a Ubisoft e seus funcionários.







