São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Oracle eleva custo de reestruturação para US$ 2,8 bilhões no ano fiscal de 2026

Plano inclui cortes de funcionários, rescisão de contratos e despesas ligadas à adoção de inteligência artificial em algumas funções.

Oracle eleva custo de reestruturação para US$ 2,8 bilhões no ano fiscal de 2026
Foto: JHVEPhoto/Shutterstock

A Oracle prevê gastar mais US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) em seu plano de reestruturação, que inclui cortes de funcionários, rescisão de contratos e outras despesas relacionadas à redução de custos. Com o novo desembolso, o custo total estimado para o programa no ano fiscal de 2026 chega a aproximadamente US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,8 bilhões).

A informação foi apresentada pela empresa em um documento regulatório nesta sexta-feira (11). A Oracle afirmou que parte das despesas está ligada à adoção de inteligência artificial (IA) em algumas funções. No ano fiscal anterior, a companhia havia destinado cerca de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 11,1 bilhões) à reestruturação.

Investimentos em infraestrutura

A redução de custos ocorre enquanto a Oracle amplia os investimentos em infraestrutura de computação em nuvem para atender à demanda por serviços de IA. No primeiro trimestre fiscal, a empresa registrou mais de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 159 bilhões) em novos contratos de computação em nuvem relacionados à tecnologia.

A carteira de contratos alcançou US$ 664 bilhões (cerca de R$ 3,5 trilhões). Segundo a Oracle, aproximadamente metade desse valor deve se transformar em vendas nos próximos 36 meses. A empresa também informou que a maior parte dos novos contratos não exigirá grandes desembolsos adicionais de capital, pois alguns acordos envolvem pagamentos antecipados de clientes ou o fornecimento dos equipamentos necessários para a operação.

Pressão sobre o caixa

No primeiro trimestre fiscal, o fluxo de caixa livre da Oracle ficou negativo em US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 28,6 bilhões). O resultado foi inferior à expectativa média dos analistas, que projetava consumo de caixa de US$ 9,56 bilhões (R$ 48,95 bilhões).

A companhia pretende levantar US$ 40 bilhões (cerca de R$ 212 bilhões) em dívida e ações durante o atual ano fiscal para financiar a expansão. Desse total, US$ 20 bilhões (R$ 102,4 bilhões) já haviam sido obtidos por meio de uma venda de ações no primeiro trimestre.

A receita do primeiro trimestre fiscal cresceu 30%, para US$ 19,3 bilhões (cerca de R$ 102,3 bilhões), com resultados acima das expectativas do mercado. A combinação de cortes em determinadas áreas e aumento dos gastos com infraestrutura reflete a estratégia da Oracle de reduzir despesas enquanto acelera os investimentos voltados ao mercado de IA.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5