São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Muse leva Meta ao topo dos apps, mas enfrenta barreiras de privacidade e acesso

Agente de IA supera 2,5 milhões de downloads nos Estados Unidos, enquanto Amazon bloqueia seu acesso e analistas veem riscos à confiança do mercado.

Muse leva Meta ao topo dos apps, mas enfrenta barreiras de privacidade e acesso
Foto: Lalaka/Shutterstock

O Muse, agente pessoal de inteligência artificial da Meta, chegou ao topo da App Store nos Estados Unidos poucos dias após seu lançamento. A rápida adoção ajudou a impulsionar as ações da empresa, que subiram 11% na segunda-feira, mas o produto já enfrenta questionamentos sobre privacidade, segurança e acesso a plataformas de terceiros.

Dados da Sensor Tower indicam que o aplicativo ultrapassou 2,5 milhões de downloads. A Truist Securities estima que o recurso possa acrescentar US$ 28,5 bilhões, cerca de R$ 146,4 bilhões, à receita da Meta até 2030.

Dados pessoais e risco de segurança

O Muse pode acessar e-mails, mensagens e calendários para executar tarefas. Com isso, o usuário precisa fornecer ao agente uma quantidade significativa de informações pessoais. Uma pesquisa da Oppenheimer & Co. mostrou que 8% dos consumidores dos Estados Unidos disseram confiar suas senhas à Meta. No caso do Google, o índice foi de 30%.

A Meta afirma que desenvolveu o Muse com foco em segurança e que cada agente opera em um computador próprio e protegido. Antes do lançamento, Alexandr Wang, chefe de inteligência artificial da empresa, apontou como principal preocupação a possibilidade de o sistema vazar informações pessoais ou apagar e-mails importantes por acidente.

Para Youssef Squali, analista da Truist, um ataque de grandes proporções que comprometesse credenciais ou informações de cartões de crédito poderia afetar a confiança no Muse e no mercado de agentes de IA.

Amazon impede acesso

A Amazon bloqueou o agente em seu site, impedindo que ele navegasse pela plataforma ou realizasse compras em nome dos usuários. A empresa disse que não havia sido informada previamente nem autorizado o acesso. Segundo um porta-voz, aplicativos de terceiros que fazem compras para clientes devem atuar de forma aberta e respeitar a decisão dos serviços sobre esse tipo de acesso.

A Meta afirma manter parcerias com Shopify, Instacart e Dick’s Sporting Goods. A expansão do Muse também afetou ações de empresas de gestão de patrimônio, corretoras e bancos. Os papéis da Charles Schwab recuaram mais de 6%, enquanto Booking Holdings e Allstate também foram afetadas.

Disputa com concorrentes

Facebook e Instagram dão à Meta uma estrutura de distribuição ampla, e os serviços da empresa já concentram dados de milhões de usuários. Até agora, o único produto comparável é o agente da startup Instinct, disponível apenas por convite.

A OpenAI deve anunciar um agente de IA para consumidores nas próximas semanas. O Google também é apontado como possível concorrente, enquanto a Apple pode entrar posteriormente nesse mercado. Para Ken Gawrelski, analista da Wells Fargo, esses assistentes melhoram à medida que os consumidores aprendem a interagir com eles e orientar suas ações.

Cada agente do Muse funciona em seu próprio computador virtual, o que exige capacidade computacional. Segundo os analistas citados, o Google tem estrutura suficiente para desenvolver uma solução semelhante. O avanço do produto, portanto, dependerá tanto da adesão dos usuários quanto da disposição das plataformas em permitir que uma IA execute tarefas em nome de seus clientes.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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