São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Tecnologia

Bandeira verde em outubro zera adicional, mas tarifas seguem no cálculo da conta

A Aneel relaciona a mudança ao aumento das chuvas e projeta alta média de 9,4% nas tarifas de energia em 2026.

Bandeira verde em outubro zera adicional, mas tarifas seguem no cálculo da conta
Foto: Renata Photography/Shutterstock

A conta de luz não terá cobrança adicional associada ao sistema de bandeiras em outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25) que o mês terá bandeira verde, após cinco meses de bandeira amarela.

A alteração acompanha a transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas brasileiras. De acordo com a Aneel, o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste ajudou a estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Efeito para o consumidor

Desde maio, a bandeira amarela acrescentava R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em outubro, esse valor deixa de ser aplicado. A bandeira verde representa condições favoráveis para a geração e não adiciona nenhum valor à tarifa.

A melhora na geração permite reduzir o uso de fontes mais caras, como as usinas termelétricas. O sistema de bandeiras foi criado pela Aneel para sinalizar mensalmente as condições de geração e os custos relacionados ao fornecimento de eletricidade.

Quando esse cenário piora, podem ser acionadas as bandeiras amarela e vermelha. A amarela acrescenta R$ 0,01885 por kWh, enquanto a vermelha patamar 1 adiciona R$ 0,04463 por kWh e a vermelha patamar 2, R$ 0,07877 por kWh. Os valores equivalem, respectivamente, a R$ 1,885, R$ 4,463 e R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

Projeção para 2026

A bandeira verde não significa necessariamente que a conta ficará mais barata para todos os consumidores. O valor final também depende das tarifas cobradas pelas distribuidoras e de outros componentes da fatura.

Na semana passada, a Aneel elevou para 9,4% a projeção do efeito médio das tarifas de energia no país em 2026. O cálculo considera inflação, custos de energia e componentes financeiros, além de recursos ligados à repactuação de obrigações de Uso de Bem Público (UBP).

A projeção ficou acima das estimativas de inflação consideradas no boletim da agência: 4,4% para o IGP-M e 5,0% para o IPCA. Assim, outubro não terá adicional das bandeiras, mas a cobrança total continuará sujeita aos demais componentes tarifários.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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