A bandeira tarifária verde será aplicada em outubro, encerrando um ciclo de cinco meses de cobrança amarela na conta de luz, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a mudança, não haverá valor adicional para os consumidores.
A decisão acompanha a transição do período seco para o úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país. A Aneel relacionou a retirada da cobrança ao aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, que ajudou a estabilizar os reservatórios das usinas hidrelétricas.
“Houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas”, afirmou a agência em nota. Segundo a Aneel, a melhora permite reduzir o uso de fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas.
Histórico recente
A bandeira amarela vigorava desde maio, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. De janeiro a abril, a tarifa permaneceu na bandeira verde. A mudança para a amarela ocorreu devido à redução das chuvas e continuou até setembro. Em 2026, não houve acionamento da bandeira vermelha.
No ano anterior, a bandeira verde foi mantida até abril, e a amarela entrou em vigor em maio. A vermelha passou a ser acionada em junho e permaneceu até novembro, alternando entre os patamares 1 e 2.
A definição da Aneel ocorre após a energia elétrica residencial subir 7,42% em setembro, depois de recuar 6,25% no mês anterior. O item foi a principal pressão individual entre as altas do IPCA-15, divulgado nesta sexta-feira (25).
A alta era esperada com o fim do bônus de Itaipu, desconto temporário que havia contribuído para levar o IPCA-15 ao campo negativo em agosto.
Na bandeira verde, não há acréscimo. Na amarela, a cobrança é de R$ 0,01885 por kWh. Nos patamares vermelhos, os adicionais são de R$ 0,04463 e R$ 0,07877 por kWh, respectivamente.








