São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Tarcísio anuncia saída de Salles e pede união da direita no 1º turno

Governador de São Paulo vinculou a desistência à defesa de uma candidatura única contra Lula; Zema não pretende abandonar a disputa.

Tarcísio anuncia saída de Salles e pede união da direita no 1º turno
Foto: Bianca Gomes/Estadão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira, 28, a saída de Ricardo Salles (Novo) da disputa pelo Senado paulista. O anúncio ocorreu em um ato com Salles e os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

Tarcísio aproveitou o movimento para defender a união da direita em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Embora tenha afirmado respeitar as candidaturas de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), o governador disse que “a matemática se impõe nesse momento” e mencionou a possibilidade de derrotar o presidente Lula (PT) já no primeiro turno.

Em entrevista a jornalistas, Tarcísio afirmou que a eleição pode ser decidida por diferenças pequenas e apresentou o acordo em São Paulo como exemplo de união política. “Seria muito bom que a gente pudesse unir toda a direita nessa reta final”, disse.

O governador também declarou que, diante da possibilidade de afastar o PT já no primeiro turno, seria desejável que os demais candidatos fizessem esse gesto. A assessoria de Zema informou que o candidato do Novo não vai desistir. A campanha de Caiado ainda não havia se manifestado.

A saída de Salles ampliou, entre aliados de Tarcísio, a expectativa de pressão para que Zema também abra mão da candidatura presidencial. O ex-governador de Minas Gerais não avançou nas pesquisas e viu integrantes do próprio partido declararem voto útil em Flávio Bolsonaro nos últimos dias. Entre eles está Marina Helena, candidata a deputada federal e um dos principais quadros do Novo em São Paulo.

Salles afirmou que, enquanto Zema permanecer candidato, tem a “obrigação moral” de apoiá-lo. Ao mesmo tempo, disse que apoiaria também uma eventual desistência do correligionário. Para o deputado, a possibilidade de vitória de Lula e do PT no primeiro turno torna a decisão uma questão matemática e poderia justificar que Zema abrisse mão da candidatura.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5