BRASÍLIA — O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu os procedimentos para a sessão desta terça-feira, 15, em que os ministros votarão a abertura de uma investigação sobre Alexandre de Moraes no caso do Banco Master. O ministro poderá se manifestar durante sustentações orais.
A sessão começará com a leitura e a aprovação da ata anterior, seguida da saudação aos ministros. Depois, o presidente do STF, Edson Fachin, fará a leitura do relatório e delimitará o tema da votação. Fachin assumiu a relatoria do processo neste fim de semana, após retirar o caso de André Mendonça, que conduzia inicialmente as investigações.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também poderá falar. Em despacho recente, o procurador-geral Paulo Gonet defendeu a nulidade do relatório da Polícia Federal, no qual é citado. Gonet mantinha contato com Daniel Vorcaro por meio do advogado Ciro Soares e falou por telefone com o banqueiro, que o convidou para uma degustação de uísque e charutos em Londres.
O relatório da PF reúne mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. Nos diálogos, o banqueiro pede auxílio ao ministro em sua defesa e pergunta, na antevéspera da prisão, se deveria deixar o País.
Após a manifestação da PGR e as sustentações orais, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros poderão votar ou pedir vista, o que pode adiar a análise.
O STF também determinou que celulares sejam desligados e mantidos lacrados em sacolas de segurança durante a sessão. Os participantes passarão por inspeção com detectores de metais e equipamentos de raio-X. A Corte adotou a medida pela segunda vez; a primeira ocorreu no julgamento do núcleo 2 da trama golpista em 22 de abril de 2025.
Jornalistas não terão acesso direto ao plenário e poderão acompanhar a transmissão no comitê de imprensa e na marquise do tribunal. A entrada será permitida somente a pessoas com presença confirmada pelo Cerimonial do STF. Os presentes deverão permanecer em silêncio.
A segurança ficará sob responsabilidade da Secretaria de Polícia Judicial, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, do Comando Militar do Planalto, das Forças Armadas, do Gabinete de Segurança Institucional, da Agência Brasileira de Inteligência e das forças de segurança da capital federal.







