A destituição de um juiz pelo Senado chileno foi aprovada por 43 a 0 após um processo de 28 dias. O episódio foi apresentado por Fernando Schüler como um exemplo de resposta rápida diante de situações que ameaçam a credibilidade do Poder Judiciário e das instituições republicanas.
No final do ano passado, Diego Simpértigue perdeu o cargo após acusações relacionadas a relacionamentos com advogados, viagens à Europa e conflito de interesses na Suprema Corte. Schüler afirmou que o procedimento não se prolongou na forma de uma investigação extensa: “Não é abertura de uma investigação de longo prazo, é a destituição, pura e simples”.
O caso chileno
A análise também destacou que três juízes foram destituídos no Chile nos últimos anos. Para Schüler, os episódios mostram que a credibilidade da Justiça foi tratada como um elemento central na decisão sobre a permanência dos magistrados.
“Com base nos indícios, o placar da destituição no Senado chileno foi de 43 a 0”, disse o colunista. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira, 15, em uma análise sobre as lições que o Brasil poderia extrair da experiência chilena.







