A campanha que incentivou usuários a desligar seus PS5 em protesto contra a Sony não provocou mudança significativa no uso do console nos Estados Unidos, segundo dados monitorados pela Circana. A avaliação foi divulgada por Mat Piscatella, analista da empresa.
Piscatella afirmou que não houve “nenhuma mudança significativa” no número de jogadores nem no nível de engajamento durante o período do chamado PS5 Blackout. A análise considera apenas o mercado norte-americano e, portanto, não permite concluir se a mobilização teve efeito mensurável em outros países.
Como funcionou o protesto
A iniciativa surgiu após a decisão da Sony de encerrar a fabricação de discos físicos de PlayStation. A proposta era que os participantes mantivessem os consoles desligados entre 23 e 30 de agosto, com o objetivo de gerar uma queda perceptível na atividade da plataforma.
Após o intervalo inicialmente definido, os organizadores passaram a incentivar os interessados a deixar os aparelhos desligados por tempo indeterminado. A campanha ganhou repercussão nas redes sociais, mas havia dúvidas sobre a adesão entre os proprietários de PS5.
O console soma cerca de 93 milhões de unidades vendidas, de acordo com os dados mais recentes da Sony. Para que o protesto aparecesse nas métricas gerais, seria necessário mobilizar uma parcela relevante dessa base.
Os números da Circana indicam que isso não ocorreu nos Estados Unidos. Embora o PS5 Blackout tenha obtido visibilidade em comunidades que acompanham notícias sobre games, a adesão não foi suficiente para alterar o comportamento geral dos jogadores no período analisado. Os dados também evidenciam a diferença entre a repercussão de uma campanha nas redes sociais e seu alcance entre todos os usuários de uma plataforma.







