O tempo firme e seco, sem chuva, marcou o início da semana, com céu encoberto durante praticamente toda a segunda-feira. Na semana passada, a propriedade recebeu entre 25 e 30 milímetros de chuva, volume que ajudou a dissolver o salitre distribuído nas lavouras e favoreceu o desenvolvimento das culturas.
As atividades devem continuar nos próximos dias, com capina, possível aplicação de uma nova dose de salitre no tabaco e uso de produtos biológicos para acelerar o crescimento das plantas. Os serviços estão dentro do planejamento, embora tenham registrado algum atraso por causa das condições climáticas.
A situação contrasta com a de regiões do Paraná e de Santa Catarina, onde o tempo causou transtornos e prejuízos no campo e nas cidades. A reconstrução, conforme o relato, é demorada.
Na semana passada, foram visitadas dez propriedades rurais em vários municípios, da região serrana à depressão central e ao Sul do Estado. A agenda foi realizada em conjunto com Alan Toigo, colega da página Fumicultores do Brasil. As propriedades têm o tabaco como base da economia, combinado com atividades diversificadas, e apresentam diferentes modelos de cultivo e estágios do ciclo produtivo.
Propriedades visitadas
Em Cerro Agudo, em Boqueirão do Leão, Daniela e Adilson Frazetto começaram o plantio no começo deste mês. O casal busca conduzir as atividades apenas com mão de obra familiar.
Na Linha Marmeleiro, interior de Venâncio Aires, foram visitados Juliano e Diego Schmitz, pai e filho. A propriedade fica em terreno montanhoso, com declive acentuado, condição que exige outro ritmo para a execução das tarefas. O plantio ainda estava começando e deve seguir até o final do mês ou início de outubro.
As visitas mostraram que o cultivo do tabaco ocorre em diferentes momentos, ao contrário do padrão mais uniforme de plantio observado no passado. A cultura é conduzida tanto em áreas planas quanto em terrenos mais íngremes.








