São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Reprovação ao STF chega a 47% e registra maior nível desde 2019

Pesquisa Datafolha mostra queda na avaliação positiva da corte e apoio majoritário a um código de ética para ministros.

Reprovação ao STF chega a 47% e registra maior nível desde 2019

A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu 47%, o maior índice da série histórica iniciada em 2019. O resultado consta de novo recorte do Datafolha divulgado neste sábado (26). Em maio, a taxa era de 40%.

A avaliação positiva ficou em 18%, mesmo nível registrado em dezembro de 2019, até então o menor da série. Outros 31% consideram regular o desempenho da corte, enquanto 4% não opinaram.

Entre os eleitores de Lula, 32% classificam o trabalho dos ministros como ótimo ou bom. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 6%. Na avaliação negativa, 69% dos eleitores de Flávio consideram o desempenho ruim ou péssimo, ante 24% entre os eleitores de Lula.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre terça (22) e quinta-feira (24), por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026.

Condutas e código de ética

O Datafolha também avaliou seis possíveis condutas de ministros do STF. A prática considerada mais inaceitável é julgar o processo de uma pessoa cujo advogado seja parente do ministro: 88% rejeitam essa situação.

Aceitar convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal é inaceitável para 85%. Já tomar decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos a presidente durante o período eleitoral é reprovado por 82%.

As condutas menos rejeitadas, ainda que consideradas inaceitáveis pela maioria, são ser sócio de empresa privada durante o exercício do cargo e receber pagamentos por palestras de empresas privadas, ambas com 78%. Dar entrevistas ou opiniões públicas sobre processos em julgamento é rejeitado por 71%.

A maioria também apoia a criação de um código de ética específico para ministros do STF. A proposta tem a aprovação de 45%: 23% são totalmente a favor e 23%, parcialmente. A oposição soma 33%, dividida entre 18% totalmente contra e 15% em parte. Outros 5% não são a favor nem contra, e 17% não souberam responder.

Percepção sobre o caso Master

A elaboração do código é uma das bandeiras de Edson Fachin na presidência do tribunal. Em fevereiro, ele anunciou Cármen Lúcia como relatora da proposta, que busca enfrentar conflitos de interesse, consolidar normas de conduta, ampliar a transparência e construir consenso no colegiado.

O Datafolha perguntou ainda se os entrevistados tinham conhecimento de suspeitas que ligam ministros do STF ao caso Banco Master. Setenta e sete por cento disseram que sim, e 23% responderam que não. Entre os que afirmaram conhecer as suspeitas, 68% acreditam que há envolvimento de ministros, 2% disseram que não e 7% não souberam responder.

As menções ao caso envolvem Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Também aparecem nas informações relacionadas ao caso o resort Tayayá, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Conselho Nacional de Justiça e a Polícia Federal. Mendonça afirmou que uma reunião com Vorcaro ocorreu oficialmente, em seu gabinete, como audiência formal.

Para 33% dos brasileiros, a atuação dos ministros mais prejudica do que beneficia a candidatura de Flávio Bolsonaro. Outros 23% avaliam que o presidente Lula é mais prejudicado do que beneficiado pelo STF.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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