A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), deve anunciar nos próximos dias a ampliação do programa Mães de Pernambuco, voltado a gestantes, mães e responsáveis por crianças em situação de vulnerabilidade social. A medida ocorre após a divulgação de um vídeo em que ela sugere realizar uma laqueadura em uma mulher grávida do oitavo filho sem que ela soubesse.
Raquel disputa a reeleição contra João Campos (PSB) e construiu sua campanha apresentando-se como a “mainha” de Pernambuco. A expansão do programa já estava entre as promessas de campanha, mas o anúncio também busca reduzir os efeitos políticos provocados pela fala sobre esterilização.
Benefício para famílias vulneráveis
O Mães de Pernambuco atende atualmente cerca de 100 mil famílias, com pagamentos mensais de R$ 300. Conforme a descrição disponível no site da Caixa, responsável pela operação dos pagamentos, o objetivo é “reforçar a renda das mães e mulheres cuidadoras, promovendo o acesso à alimentação”.
O benefício pode ser recebido por gestantes, mães e responsáveis por crianças de até 6 anos que estejam em situação de vulnerabilidade social.
Nesta semana, Raquel também levou ao ar um programa voltado às mulheres. A inserção já estava prevista, mas a fala final, feita em um encontro com esse público, foi ajustada para transmitir mensagens ao eleitorado feminino após a repercussão do vídeo sobre laqueadura.
Com uma rosa vermelha nas mãos, a governadora afirmou: “Eu sou uma mulher, sou uma mãe, sou uma filha, sou uma mulher que chora, que ri, que acerta e que erra.” No encerramento, disse que às vezes cai e é levantada por outras mulheres, e pediu que o público avaliasse as entregas, o serviço prestado e o propósito de seu governo pelas atitudes.
O vídeo sobre a laqueadura foi gravado durante a inauguração da ala pediátrica de um hospital em Garanhuns (PE). As imagens são antigas. A esterilização de uma mulher sem seu consentimento é crime no Brasil.







