São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

PRTB troca Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na disputa presidencial

Partido protocolou a substituição após o TSE rejeitar o registro de Marçal por falta de comprovação de filiação no prazo legal.

PRTB troca Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na disputa presidencial
Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) substituiu Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na disputa pela Presidência da República. O pedido foi protocolado na Justiça Eleitoral na segunda-feira, 14, último dia do prazo para troca de candidaturas, e aparece no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o status de “concorrendo”.

Avalanche era candidato a vice-presidente e preside nacionalmente o PRTB. Com a mudança, passa a encabeçar a chapa, que terá Silvia Hellen da Silva Pereira, também do partido, como candidata a vice-presidente. A legenda informou que manterá a candidatura presidencial.

A substituição ocorreu depois de o TSE rejeitar por unanimidade, na sexta-feira, 11, o registro de Marçal. A Procuradoria-Geral Eleitoral afirmou que o empresário não comprovou filiação ao PRTB dentro do prazo previsto na legislação. O órgão apontou que ele ainda aparecia como filiado ao União Brasil em abril, quando terminou o período permitido para a mudança partidária.

Marçal registrou a candidatura em agosto, minutos antes do encerramento do prazo. A filiação ao PRTB ocorreu após uma liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo autorizar sua saída do União Brasil e a entrada na nova legenda.

Em nota, Avalanche disse que decidiu assumir a candidatura em conjunto com Marçal. “Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa”, afirmou. Segundo ele, os dois decidiram seguir com o projeto após a rejeição do registro.

O advogado de Marçal, Tassio Renam, classificou a decisão judicial como uma injustiça. Ele citou uma determinação para a filiação retroativa do empresário ao PRTB e mencionou a suspensão do sistema Filia após problemas envolvendo o Partido Missão e uma filiação indevida de Flávio Bolsonaro.

Em fevereiro de 2025, Marçal foi condenado pela Justiça Eleitoral a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições de 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo. Uma das decisões foi revertida em agosto deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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