A decisão que o Supremo Tribunal Federal deve tomar na próxima terça-feira sobre a investigação envolvendo Alexandre de Moraes é tratada como um ponto de pressão para a corte. A questão central apresentada é se o ministro pode ser investigado, como qualquer cidadão suspeito de desvios, e posteriormente condenado ou inocentado conforme as conclusões do caso.
Entre os elementos mencionados estão 134 milhões de motivos para uma investigação, o valor de um contrato com o escritório da família de Moraes e 51 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro. Também são citadas respostas com recurso de “visualização única”, que, segundo a argumentação apresentada, impediria a manutenção de rastros.
Moraes pretende fazer um pronunciamento na terça-feira. A avaliação expressa é que o ministro teria dificuldades para explicar o contrato e as mensagens. A renúncia ao cargo é apontada como uma alternativa para reduzir a divisão no Supremo Tribunal Federal e evitar que outros ministros precisem defendê-lo.
A possibilidade mais provável, porém, é descrita como a saída de Moraes com um rascunho da Polícia Federal destinado a incluir André Mendonça no caso. Essa hipótese é apresentada como capaz de ampliar a crise envolvendo o ministro, o Supremo e a eleição presidencial.
Edson Fachin é mencionado por ter separado a situação de Moraes das críticas processuais dirigidas a Mendonça. O ministro também é cobrado por explicações sobre a demora em investigar o escândalo “Dark Horse”, que envolve Flávio Bolsonaro e valores iguais aos do contrato do Barci Advogados.
A distinção entre os casos é defendida porque o problema atribuído a Moraes é considerado mais grave e capaz de deslocar o foco da eleição para o Supremo. A comparação final envolve a condenação de Débora a 14 anos de prisão por pintar a estátua da Justiça com batom e questiona qual seria a pena para quem joga lama na Justiça.







