São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

PF apreende carros e relógios de luxo em imóvel do pai de Daniel Vorcaro

Operação encontrou seis veículos, cinco relógios e documentos ligados à compra de um andar na Faria Lima por R$ 120 milhões.

PF apreende carros e relógios de luxo em imóvel do pai de Daniel Vorcaro
Foto: Wilton Junior/Estadão

Uma busca e apreensão da Polícia Federal encontrou seis veículos e cinco relógios de luxo no imóvel de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A operação ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em Belo Horizonte, Minas Gerais, meses antes da prisão de Henrique. Ele não estava no endereço durante a ação.

Entre os veículos apreendidos estão um Bentley modelo 2024, cujo valor pode chegar a R$ 4,9 milhões, e um Aston Martin da linha 2024/2025, avaliado em cerca de R$ 3,8 milhões. Também foram recolhidos uma BMW, uma Hilux e dois Land Rover. Somados, os carros podem superar R$ 10 milhões.

A PF encontrou ainda um relógio Cartier, cujo preço pode variar de R$ 30 mil a R$ 700 mil, além de oito Ipads, computadores e pendrives. No imóvel havia também uma cópia de uma proposta de compra apresentada pela Multipar, empresa de Henrique Vorcaro, para adquirir um andar no edifício Faria Lima Square, no centro financeiro de São Paulo. O documento registra o valor de R$ 120 milhões e indica a CBRE Brasil como a empresa de consultoria e serviços imobiliários envolvida.

Investigação sobre o Banco Master

As apreensões aparecem nos documentos do inquérito que apura fraudes cometidas pelo dono do Banco Master. O sigilo do material foi retirado nesta sexta-feira, 11, por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. A defesa de Henrique ainda não havia respondido.

A busca foi autorizada por Dias Toffoli, que era o relator do caso no STF. Ele deixou a condução das investigações em fevereiro, depois de ser mencionado em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro. André Mendonça assumiu a relatoria.

A fase da Operação Compliance Zero que prendeu Henrique, em maio deste ano, investigou pessoas ligadas a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário. Segundo a PF, Daniel o teria contratado para ameaçar adversários e invadir sistemas de órgãos de investigação. Novas provas levaram a PF a pedir a prisão de Henrique, sob a suspeita de que ele também solicitava serviços do grupo.

A investigação afirma ainda que Henrique teria se beneficiado de desvios no Banco Master por meio de operações fraudulentas com fundos de investimento. Ao pedir a prisão preventiva de Daniel, a PF disse que ele teria ocultado R$ 2,2 bilhões em uma conta em nome do pai. Henrique afirmou ao STF “desconhecer inteiramente a existência dessa conta” e demonstrou “absoluta surpresa” com a informação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5