O procurador regional eleitoral Bruno Araújo Soares Valente afirmou que ilícitos eleitorais podem ser praticados sob aparência de legalidade ao analisar a situação de Helder Barbalho. Para ele, o caso envolve uma “ausência de desincompatibilização real” do candidato ao Senado.
No parecer, o Ministério Público Eleitoral pede o indeferimento do registro de candidatura do ex-governador do Pará e se manifesta pela sua inelegibilidade. Barbalho deixou o cargo em abril deste ano para disputar uma vaga no Senado.
Atuação após a saída do cargo
Segundo o documento, o político continuou agindo como governador depois de se desincompatibilizar. O MP afirma que ele participou de reuniões e inaugurou obras, inclusive em ocasiões sem a presença da atual governadora, Hana Ghassan (MDB).
Barbalho lidera as pesquisas recentes para o Senado no Estado. O procurador disse que condutas desse tipo não costumam ocorrer “de maneira explícita e escancarada”, mas podem assumir uma forma que aparenta legalidade e, em sua avaliação, ter conteúdo irregular.







