São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Movimento pede investigação eleitoral contra Tarcísio por ato em igreja

Associação acusa governador e candidatos ao Senado de propaganda irregular e abuso de poder durante evento na zona leste de São Paulo.

Associação pede inelegibilidade de Tarcísio após ato em igreja

A Associação Movimento Brasil Laico pediu ao Ministério Público Eleitoral de São Paulo a abertura de investigação contra o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) por um ato de campanha realizado em uma igreja. A entidade afirma que ele deve ficar oito anos inelegível por propaganda irregular.

O pedido também envolve Guilherme Derrite e André do Prado, candidatos do PL ao Senado, além de dirigentes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério do Belém. Para a associação, os três candidatos teriam sido beneficiados pela exposição proporcionada pelo evento.

A cerimônia ocorreu em 17 de agosto, nas dependências da igreja, na zona leste da capital paulista. Diante de cerca de 2.500 religiosos, Tarcísio leu uma passagem bíblica e pediu oração para que Deus abrisse os caminhos. Depois, participou de uma reunião de obreiros ao lado dos candidatos ao Senado.

Derrite também discursou. Ele disse que poderia pedir votos, mas optaria por pedir oração, agradeceu o trabalho da igreja e afirmou ter colocado sua vida nas mãos de Deus para cumprir uma missão.

Alegações apresentadas

O Movimento Brasil Laico classifica a participação do governador como um pedido indireto de votos para sua chapa. A associação sustenta que houve propaganda irregular em bem de uso comum e doação estimável em dinheiro, além de abuso de poder político e econômico. Igrejas são proibidas de financiar campanhas eleitorais, segundo a entidade.

A associação argumenta que a liberdade religiosa não impede a aplicação das regras eleitorais quando o espaço é usado para promoção eleitoral. Também afirma que a proibição de propaganda em templos busca preservar a igualdade de condições entre os candidatos e impedir o uso da influência religiosa na disputa.

André do Prado declarou que sua participação ocorreu apenas como convidado, em um momento de fé e oração. Segundo ele, não houve pedido de votos, manifestação de campanha ou atividade eleitoral dentro da igreja. As assessorias das campanhas de Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite também foram procuradas, mas não houve manifestação registrada.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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