SÃO PAULO — O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), sugeriu que manifestantes contrários à sua gestão poderiam ter antecedentes criminais. A declaração foi feita em tom irônico durante uma visita ao Armazém Solidário, programa da Prefeitura de São Paulo, em 9.set.2026.
Questionado sobre os protestos registrados em compromissos de campanha, Tarcísio disse que os participantes estavam ali voluntariamente e afirmou que a ficha criminal de cada um permitiria compreender a motivação dos atos. O governador, porém, não apresentou informações que comprovassem a existência de antecedentes criminais entre os manifestantes.
“Só voluntários. Pessoas que estavam protestando voluntariamente”, afirmou. Depois, acrescentou: “busque a ficha criminal de cada um aí que você vai entender.”
O governador também declarou que pretende evitar ataques durante a campanha e disse que sua atuação tem sido voltada para propostas, futuro e esperança.
Protestos durante a campanha
Manifestações contra Tarcísio ocorreram em diferentes agendas políticas em São Paulo. Em 20 de agosto, durante a primeira agenda de Flávio Bolsonaro (PL) no estado, um grupo protestou diante do Mercadão de São Miguel, na zona leste da capital. Os manifestantes levaram cartazes e criticaram o governador, o preço dos pedágios e a atuação da Polícia Militar.
Ainda em 20 de agosto, houve outro protesto contra Tarcísio durante a passagem de Flávio pela Vila Formosa. Em 7 de setembro, o governador foi novamente alvo de críticas em vias próximas à avenida Paulista, onde ocorreu um ato convocado por Flávio.
Críticas ao Supremo
Na mesma ocasião, Tarcísio criticou o Supremo Tribunal Federal ao comentar uma decisão monocrática que, segundo ele, teria contrariado uma deliberação anterior da própria Corte. Para o governador, esse tipo de conduta transmite à sociedade uma mensagem de insegurança jurídica.
Tarcísio afirmou que a percepção negativa sobre o tribunal pode influenciar as eleições e transformar o pleito em um plebiscito. Também citou um manifesto de empresas da Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que cobrava providências do STF, como sinal de insatisfação com o tema.







