São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Mendonça critica relatórios da PF e acusa Moraes de abuso de autoridade

Ministro afirma que documentos sem valor probatório fizeram especulações sobre sua atuação nos casos Master e INSS.

Mendonça critica relatórios da PF e acusa Moraes de abuso de autoridade
Foto: Wilton Junior/Estadão

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) usados por Alexandre de Moraes para questionar sua atuação nos casos Master e INSS. Mendonça afirmou que os documentos, classificados como apócrifos e sem valor probatório, não poderiam sustentar acusações contra ele.

Em manifestação, o ministro disse que a PF tentou interpretar suas motivações pessoais e criticou o autor anônimo por assumir uma posição que caberia a um integrante do STF. “Para além da inglória tentativa de adentrar na psiquê (mente) do relator, em exercício de adivinhações hipotéticas sobre eventuais motivações de índole subjetiva, o ‘relatório’ em nada se aproveita”, escreveu.

Os documentos foram utilizados por Moraes para acusar Mendonça de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução dos processos. O material também examinou a decisão da Advocacia-Geral da União de rejeitar um pedido da PF contra medidas adotadas por Mendonça.

A PF considerou mais provável que a decisão estivesse relacionada à relação política entre Mendonça e Messias. O relatório mencionou manifestações públicas do ministro em apoio à indicação de Messias ao STF e destacou que ambos são evangélicos e amigos.

Mendonça classificou essa linha de argumentação como uma acusação “abjeta e leviana”. Para o ministro, o documento sugeriu indevidamente que a religião compartilhada e o apoio obtido em igrejas evangélicas para as candidaturas ao STF explicariam a decisão do advogado-geral da União.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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