São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Defesa de Mendonça contestará relatório da PF usado por Moraes

Ministro deve questionar a validade jurídica do documento e adotar tom moderado na manifestação ao STF.

Defesa de Mendonça contestará relatório da PF usado por Moraes
Foto: Gustavo Moreno/STF

André Mendonça deve apresentar ao Supremo Tribunal Federal, dentro do prazo regimental, a defesa contra as acusações formuladas por Alexandre de Moraes. O ministro concentra-se na preparação do documento após Edson Fachin adiar o julgamento sobre sua atuação na condução do caso Master.

Moraes atribuiu a Mendonça suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. A acusação foi baseada em um relatório apócrifo da Polícia Federal, descrito no próprio documento como sem valor probatório.

Contestação ao relatório

A defesa deverá questionar a validade jurídica do relatório e sustentar a ilegalidade de seu uso. Mendonça argumentará que foi submetido a uma medida inconstitucional, porque relatórios de inteligência dirigidos à investigação ou à exposição de pessoas específicas configuram “arapongagem” e violam o princípio da impessoalidade.

O ministro também pretende afirmar que a peça apresentada por Moraes não tem validade jurídica e serve para desviar a atenção da investigação sobre as relações do colega com o banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça havia pedido que Moraes fosse investigado por essas relações.

A estratégia deverá evitar o tom agressivo empregado por Moraes em suas petições. Aliados de Mendonça afirmam que a manifestação será guiada pela serenidade e pela observância da Constituição, embora também apresente a avaliação de que o ministro é alvo de perseguição no tribunal.

A orientação ficou evidente em uma manifestação pública feita por Mendonça na quinta-feira, 17. Ao responder a ataques de colegas da Corte, ele citou o filósofo Arthur Schopenhauer e afirmou que ataques e desqualificações pessoais são usados por quem não dispõe de argumentos técnicos. O ministro declarou ainda que esperava retaliações por dar andamento às apurações.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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