São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Fachin concentra na presidência do STF decisões sobre PF e inquérito das fake news

Presidente do Supremo suspendeu atos de Mendonça e Dino, retirou Moraes da relatoria e marcou julgamento para 15 de setembro.

Fachin concentra na presidência do STF decisões sobre PF e inquérito das fake news

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para 15 de setembro, às 10h, uma sessão plenária extraordinária para analisar a decisão de André Mendonça sobre o comando da Polícia Federal. Até lá, ficam suspensos os atos de Mendonça e Flávio Dino sobre o afastamento e a reintegração de integrantes da corporação.

A medida também retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e interrompeu procedimentos destinados a investigar ministros do STF. As decisões foram tomadas em três atos: um despacho e uma portaria relacionados ao inquérito, uma decisão em procedimento aberto pela própria Presidência e outra na Suspensão de Liminar 1.946, solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Com a suspensão, Andrei Rodrigues continua no cargo de diretor-geral da PF. O afastamento determinado por Mendonça na terça (8) e a reintegração ordenada por Dino nesta quarta-feira (9) deixam de produzir efeitos por ora. Fachin afirmou que a sequência de decisões criou “conflitos e sobreposições processuais” com “grave lesão à ordem pública e à integridade” do tribunal.

Relatoria e investigações

Por meio da Portaria nº 189 e de um despacho, Fachin revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito aberto em 2019. A decisão preserva os atos já praticados pelo ministro. Inquéritos, petições e procedimentos preliminares ainda em andamento retornam à relatoria da Presidência do STF, que decidirá se os encaminha à Polícia Federal e, depois, à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ações penais que já tiveram denúncia recebida continuam sob a relatoria de Moraes. Fachin justificou a mudança pela necessidade de preservar a “segurança jurídica” e a delimitação institucional prevista no Regimento Interno do STF.

Na petição aberta de ofício em 3 de setembro para apurar relatórios de inteligência da PF envolvendo Mendonça e Moraes, Fachin determinou que qualquer procedimento contra integrantes do Supremo seja enviado previamente à Presidência. A determinação inclui apurações sobre o vínculo entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Pedido da AGU

Na Suspensão de Liminar 1.946, a AGU argumentou que o afastamento de Andrei Rodrigues invadia a competência privativa do presidente da República para nomear e exonerar o diretor-geral da PF e poderia causar “desorganização” institucional na corporação. Fachin deferiu o pedido da União e suspendeu a decisão de Mendonça.

O presidente do STF também reiterou a suspensão da ordem de Dino que havia reintegrado o delegado. Além disso, determinou que Andrei apresente informações sobre sua permanência no cargo em 48 horas, com base na Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5