São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Aprovação em queda amplia incerteza sobre reeleição de Lula

Pesquisas mostram empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto a desaprovação ao governo avançou em diferentes levantamentos.

Aprovação em queda amplia incerteza sobre reeleição de Lula
Foto: Evaristo Sa/AFP

A queda da aprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser o principal sinal de enfraquecimento da candidatura à reeleição, em um cenário de empate técnico com Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno.

Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, Lula e Flávio aparecem com 41% cada. No início de agosto, o presidente tinha cinco pontos de vantagem. Já o levantamento BTG/Nexus registra 46% para Flávio e 45% para Lula.

Os resultados podem variar entre rodadas, mas a deterioração da avaliação do governo aparece em diferentes pesquisas. Na Quaest, a desaprovação subiu de 47% em julho para 50%, enquanto a aprovação caiu para 43%. O Datafolha registrou 51% de desaprovação e 45% de aprovação. A Meio/Ideia apontou recuo de dois pontos na aprovação em relação a agosto.

O movimento contraria a expectativa de que presidentes em campanha pela reeleição ganhem popularidade com a propaganda eleitoral e a mobilização da base. A avaliação positiva do governo indicava uma tendência de continuidade e, ao menos, deveria permanecer estável durante o início da disputa.

A crise no Supremo Tribunal Federal também interfere na campanha. Com Alexandre de Moraes no centro do debate público, a atenção se afasta das mensagens que Lula precisa apresentar para defender mais quatro anos de mandato. A cadeira deixada por Barroso permanece vaga até o fim do ano, enquanto Jorge Messias tenta recuperar espaço no Planalto ao se posicionar contra André Mendonça.

Ainda não está definido se a perda de popularidade continuará até outubro ou se reflete um início de campanha ruim e o efeito temporário do noticiário. A disputa pode ganhar intensidade até o segundo turno. Lula ainda pode adotar medidas de impacto, e escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro podem colocar o senador na defensiva.

A propaganda e a mobilização da base também podem reforçar a mensagem de que os próximos quatro anos devem ser com Lula, e não com o retorno dos Bolsonaro ao poder. Essa argumentação pode ganhar força no segundo turno, quando a escolha se torna binária. Se a queda de popularidade se aprofundar, porém, a oposição ficará mais próxima da vitória.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5