São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Fachin avalia sigilo do inquérito das fake news após retirar relatoria de Moraes

Presidente do STF determinou revisão do acervo, que reúne mais de uma centena de processos e tramita há mais de sete anos.

Fachin avalia sigilo do inquérito das fake news após retirar relatoria de Moraes
Foto: Wilton Junior/Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, passou a analisar o sigilo do inquérito das fake news depois de retirar a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A decisão ocorre enquanto o ministro André Mendonça pede acesso à íntegra das investigações.

Mendonça foi um dos alvos de Moraes no procedimento. Mesmo que o pedido seja aceito, o acesso restrito a um magistrado não abrangeria todos os autos. A possibilidade de tornar a investigação pública é considerada central para esclarecer os métodos adotados durante a relatoria anterior.

Revisão do acervo

O inquérito foi aberto de ofício em 2019, em uma articulação entre Moraes e Dias Toffoli, que presidia o STF na época. Fachin assumiu o procedimento no último dia 9 de setembro e determinou uma revisão do material, que reúne mais de uma centena de processos.

A análise é conduzida por juízes auxiliares e instrutores do gabinete da Presidência do STF. O trabalho busca separar procedimentos já consolidados daqueles que ainda estão pendentes, além de encaminhar manifestações à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Advocacia-Geral da União (AGU).

A medida preservou os atos e as decisões tomadas por Moraes e manteve a condução do ministro em ações penais com denúncia recebida. Fachin, porém, desmembrou petições transversais e impediu que o inquérito continuasse sendo usado para abrir investigações paralelas, inclusive contra outros magistrados.

A eventual derrubada do sigilo também preocupa integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A exposição pública de uma investigação que tramita há sete anos poderia revelar procedimentos adotados durante a relatoria de Moraes e ampliar a dimensão política do caso.

O receio envolve ainda a associação entre Moraes e Flávio Dino. No Maranhão, buscas foram determinadas contra integrantes do grupo adversário de Dino, incluindo o informante de um jornalista que publicou um texto sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro. A medida foi justificada pela apuração de uma ameaça à segurança de Dino e contestada por entidades de imprensa por suposta violação do sigilo da fonte.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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