São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Lula leva discurso sobre soberania e democracia à Assembleia-Geral da ONU

Presidente fará passagem rápida pela ONU enquanto enfrenta cenário eleitoral sem favoritos claros e disputa acirrada com Flávio Bolsonaro.

Lula leva discurso sobre soberania e democracia à Assembleia-Geral da ONU

O presidente Lula abre nesta terça-feira os discursos da Assembleia-Geral da ONU, em uma passagem rápida pela organização. A fala deve abordar soberania e democracia, com foco também no público interno, em meio a uma eleição presidencial sem favoritos claros na reta final do primeiro turno.

A possibilidade de uma disputa competitiva com Flávio Bolsonaro alterou o cenário para o grupo político de Lula. O senador foi escolhido como sucessor no final do ano passado, depois de os Bolsonaros deixarem de lado nomes considerados mais capazes de atrair o eleitorado de centro. A avaliação apresentada é que Flávio poderia se beneficiar do antipetismo, apesar de seu histórico de suspeitas envolvendo rachadinhas, enriquecimento ilícito e ligações com milicianos.

Lula chega à Assembleia-Geral sem repetir o desempenho de aprovação popular associado ao crescimento econômico de 2010. A análise atribui aquele resultado ao aumento mundial dos preços das commodities, que favoreceu países latino-americanos e elevou seus índices de crescimento. Na ocasião, o economista Delfim Netto afirmou que Lula não era o responsável pela alta das marés econômicas que beneficiavam a região.

Aprovação e economia

O presidente não conseguiu transformar sua trajetória política em uma gestão com alta aprovação popular. O país continuou dividido, enquanto os discursos presidenciais mantiveram a ênfase na disputa entre grupos. Medidas como o aumento do Bolsa Família e vídeos de artistas foram apresentados como tentativas de conquistar votos.

Na economia, a avaliação é que o PT voltou a apostar no endividamento público para financiar investimentos, uma fórmula que já havia fracassado em países emergentes. Durante o governo de Dilma Rousseff, o resultado descrito foi de desastre. Na gestão atual, o desempenho é classificado como mediano, sem resultados considerados bons ou ruins em grau extremo.

A competitividade de Flávio também é relacionada à crise do banco Master e aos desdobramentos que envolvem o Supremo Tribunal Federal. O texto menciona relações de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e cita os ministros Alexandre de Moraes, Antonio Dias Toffoli e Kássio Nunes. Jair Bolsonaro, pai de Flávio, está em prisão domiciliar e foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Os Bolsonaros apostaram no antipetismo para disputar a eleição. A capacidade de Flávio de permanecer competitivo é interpretada como sinal de que o grupo mantém instinto político para identificar mudanças no humor da sociedade, ainda que essa força seja associada mais à destruição do que à construção. O movimento é comparado ao comportamento do presidente norte-americano Donald Trump.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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