A Ultimate Electronics encerrou uma trajetória de 43 anos depois de transformar sua segunda recuperação judicial em uma liquidação total. A rede, que mantinha 46 lojas nos mercados do Meio-Oeste e do Oeste dos Estados Unidos, vendeu os estoques e eliminou os postos ligados à operação, que empregava mais de 1.500 pessoas em tempo integral e parcial.
O pedido de recuperação sob o Chapter 11 foi apresentado em 26 de janeiro de 2011. A empresa relatava deterioração dos negócios, contas em atraso e redução ou interrupção das linhas de crédito por fornecedores. Sem financiamento para comprar novos produtos e pagar as despesas correntes, a continuidade da operação ficou comprometida.
Da reorganização à venda dos estoques
A intenção inicial era fechar unidades com desempenho mais fraco e manter parte da rede em funcionamento. O plano, porém, dependia de recursos para repor mercadorias de alto valor, como televisores, computadores, equipamentos de áudio, home theater, câmeras, GPS e eletrodomésticos.
Sem acesso suficiente ao caixa, a companhia concluiu que manter as lojas abertas reduziria ainda mais o valor comercial dos estoques. A Ultimate Electronics decidiu vender aproximadamente US$ 86,5 milhões em mercadorias. Em fevereiro, o tribunal autorizou o fechamento das 46 unidades e a liquidação em toda a rede.
As lojas não encerraram as atividades simultaneamente. Conforme os produtos eram vendidos ou transferidos, 16 unidades fecharam primeiro. No início de abril de 2011, restavam 30 pontos realizando as últimas vendas ao público. Os descontos anunciados chegavam a 70% sobre os preços originais, e a previsão era que a liquidação terminasse em 10 de abril ou antes, caso os produtos acabassem.
Encerramento da operação
Os desligamentos acompanharam o esvaziamento dos estoques, em vez de ocorrerem em uma única data. Nas 30 lojas restantes, os funcionários passaram a concluir as vendas, atender os consumidores e preparar a saída definitiva dos pontos comerciais.
Fundada em 1968 por Bill e Barbara Pearse, a Ultimate Electronics havia crescido no varejo especializado em áudio, vídeo e eletrônicos. Uma primeira falência, em 2005, reduziu a estrutura e levou a companhia a um novo controle. Seis anos depois, a segunda recuperação judicial não resultou em continuidade: a falta de financiamento levou à venda dos estoques, ao fechamento das 46 lojas e ao fim da rede, deixando cerca de 1.500 trabalhadores sem os empregos mantidos pela empresa.







