São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Haddad defende transparência no caso Master e critica pressão dos EUA

Candidato ao governo paulista afirma que investigações devem ser divulgadas antes das eleições e relaciona divergências com os EUA ao sistema bancário brasileiro.

Haddad defende transparência no caso Master e critica pressão dos EUA
Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, defendeu que as investigações sobre o Banco Master sejam divulgadas antes das eleições. Para ele, a apuração pode demonstrar a capacidade das instituições brasileiras de responder ao caso, desde que o episódio não seja encerrado sem responsabilizações.

“Se o caso Master não terminar em pizza, é uma ótima oportunidade para o Brasil demonstrar sua seriedade para o mundo”, afirmou Haddad. O candidato também voltou a defender a retirada dos sigilos relacionados aos inquéritos com repercussão política. “Eu defendo a quebra de todos os sigilos antes das eleições”, disse.

Haddad afirmou que uma solução baseada em acomodação ou em problemas processuais teria repercussão internacional. Ele também defendeu investigações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal.

O candidato ainda relacionou o incômodo dos Estados Unidos com o Brasil ao sistema brasileiro de pagamentos e transferências bancárias automatizadas. Como exemplo, citou o Pix, criado e administrado pelo Banco Central.

A declaração ocorre em meio às divergências comerciais entre os dois países. O governo de Donald Trump incluiu serviços de pagamentos eletrônicos em uma investigação comercial sobre práticas brasileiras. Em junho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos afirmou que políticas brasileiras nessa área prejudicariam empresas americanas concorrentes. O governo brasileiro contesta essa posição.

Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros após a investigação. O procedimento também tratou de comércio digital, tarifas, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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