Fernando Haddad defendeu que as informações sobre as apurações envolvendo o Banco Master sejam divulgadas antes da eleição, em outubro. Para o ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, a ética deve vir antes das disputas ideológicas.
Durante sabatina no SPTV, da TV Globo, Haddad negou ter mantido contato com Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. Ele disse que não recebeu mensagens ou ligações do empresário, não o procurou e nunca compartilhou o mesmo ambiente com ele. “Eu nunca recebi o Daniel Vorcaro na minha vida”, afirmou.
Haddad também rejeitou a hipótese de que Vorcaro tenha financiado sua campanha. Segundo o candidato, o banqueiro apoiou as campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro e mantém negócios com três ex-ministros do ex-presidente.
O petista declarou que sua equipe havia alertado para a gravidade do empresário, mas ainda não conhecia a dimensão do problema. Também citou o Banco Central ligado à origem do Master e afirmou que Roberto Campos ocupava a presidência da instituição por indicação de Bolsonaro.
Haddad disse que Vorcaro foi liquidado e preso durante a gestão do grupo político que representa. Ao defender a divulgação dos dados, resumiu sua posição: “Errou, se defende. Não conseguiu se defender, paga”.








