O senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), apresentou nesta terça-feira, 29, um pedido de impeachment do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa tem como fundamento as ligações atribuídas ao magistrado e a seu filho, o advogado Kevin de Carvalho Marques, com o Banco Master.
Mensagens trocadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro indicam um pagamento de R$ 500 mil a Kevin Marques. A conversa foi mantida com Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, em julho de 2025. Kevin afirmou que “não prestou serviço ao Banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro”.
Nunes Marques declarou que “nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro”. O ministro também defendeu sua absoluta isenção, mas disse não se sentir confortável em participar do julgamento relacionado ao caso.
Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da empresa Consult Inteligência entre agosto de 2024 e julho de 2025. A companhia havia obtido R$ 6,6 milhões do Banco Master e R$ 11,3 milhões da JBS. A assessoria do advogado afirmou que o pagamento correspondeu a serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
A Polícia Federal encontrou ainda mensagens de Vorcaro com a advogada Camilla Ewerton Ramos, que atua judicialmente para o Banco Master. Em novembro de 2025, o banqueiro a direcionou para serviços de voos privados. Nunes Marques participou de uma festa de aniversário na capital alagoana a convite de Camilla Ramos, que afirmou ser responsável pelos custos da viagem.
O pedido de Girão reforça a defesa, na campanha de Zema, de que ministros do STF não sejam considerados intocáveis.







