FORTALEZA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a abordar, em comício em Fortaleza, a desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida e afirmou que o título de padroeira do Brasil será mantido enquanto estiver no cargo. Durante uma caminhada, ele ergueu uma imagem da santa.
Lula disse ter ouvido boatos sobre a retirada do título e declarou respeitar católicos, evangélicos, religiões de matrizes africanas e ateus. “Mas enquanto eu for presidente da República, Nossa Senhora Aparecida será a padroeira do Brasil”, afirmou.
A história falsa começou a circular na noite de quarta-feira, 23, associando Flávio Bolsonaro a um projeto sobre o tema. A desinformação ganhou força a partir de quinta-feira, 24, após o programa Em Pauta, da GloboNews, tratar de uma suposta mobilização de evangélicos. A emissora depois veiculou uma correção.
O projeto mencionado foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli. A proposta alterava a lei que criou o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro, para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O texto está arquivado desde 2008.
Bets e campanha eleitoral
No mesmo discurso, Lula defendeu a proibição das bets e disse que os clubes de futebol precisarão lidar com a redução de receitas. Também afirmou que não permitirá que recursos destinados à compra de leite sejam usados em apostas. O presidente repetiu relatos sobre pessoas endividadas que chegaram a se matar.
Ele voltou a prometer o fim da escala de trabalho 6x1 e pediu apoio a candidatos aliados ao Congresso Nacional. Ao lado de Elmano de Freitas, Cid Gomes e Luizianne Lins, disse querer “enterrar o bolsonarismo neste País”.
Lula chamou Flávio Bolsonaro de “puxa saco do (Donald) Trump” e afirmou que a disputa presidencial seria entre alguém que ama a bandeira brasileira e outro que beija a americana. Também atribuiu às mulheres a vitória dele e de Elmano, enquanto a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, pediu apoio ao presidente.
No comício, Lula criticou a Operação Lava Jato, que chamou de “maior mentira que a imprensa criou”. As condenações do presidente foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou incompetente a Justiça Federal de Curitiba para julgar o caso.







