São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro enfrenta pressão por bets e crise com a CNBB

Candidato do PL tenta associar Lula ao Jogo do Tigrinho e reage à circulação de informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida.

Flávio Bolsonaro enfrenta pressão por bets e crise com a CNBB

Flávio Bolsonaro (PL) entra na última semana antes do primeiro turno sob pressão em duas frentes exploradas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a proibição das bets e a circulação de uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida.

Na sexta-feira, Lula assinou uma medida provisória que determina a proibição completa das casas de apostas, com validade a partir da semana que vem. Desde então, Flávio passou a concentrar seus discursos na tentativa de associar o presidente ao Jogo do Tigrinho, apresentado como símbolo de jogos fraudulentos e manipulados.

Em um comício em Aracaju, no domingo, 27, o candidato afirmou: “O Lula tem dois filhos que fizeram muito mal ao Brasil. Um é o Lulinha, o outro é o Tigrinho”. Nos eventos, ele também simula a abertura de um teste de DNA para sustentar a suposta relação entre Lula e o jogo.

A argumentação dos apoiadores de Flávio é que o governo Lula teria começado a lucrar com as bets. O Executivo, porém, regulamentou o mercado depois de anos de operação livre, estabelecendo regras, limites e tributação.

Conflito com a CNBB

A outra frente envolve a acusação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação circulou nas redes sociais, embora o candidato nunca tenha manifestado essa intenção.

Após um comício em Goiânia, no domingo, 27, Flávio acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ter ajudado o PT a divulgar a informação. “A maior fake news da campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida”, disse em coletiva.

A CNBB divulgou uma nota de repúdio e negou participação na disseminação de informações falsas. A entidade afirmou que atribuir à conferência envolvimento em estruturas de produção ou divulgação de desinformação, sem fatos e provas, atinge injustamente a instituição. Também declarou que “mentira não se combate com outra mentira”.

Depois da acusação, a CNBB passou a ser atacada na internet por apoiadores de Flávio e por outras organizações católicas. O Centro Dom Bosco, associação de leigos católicos ultraconservadores, publicou um vídeo em que seu presidente, Álvaro Mendes Júnior, criticou as últimas gestões da conferência.

Flávio participará do podcast católico SantoFlow na noite desta segunda-feira para falar sobre fé, trajetória de vida e liberdade religiosa. A imagem de Nossa Senhora Aparecida também foi exibida em atividades da campanha do PL. Em Goiânia, uma aliada carregou a santa em um carro de som. Na manhã desta segunda-feira, 28, Flávio e o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) levantaram a imagem durante uma caminhada.

No STF, os advogados da campanha do PL recorreram nesta segunda-feira, 28, contra a decisão do ministro Flávio Dino que determinou o restabelecimento de publicações com desinformação envolvendo Flávio e Nossa Senhora Aparecida. O retorno dos posts havia sido solicitado pelo humorista Antonio Tabet.

A história falsa começou a ser promovida na noite de quarta-feira, 23, por perfis de esquerda. A repercussão gerou milhões de conteúdos sobre o tema, entre eles uma publicação de Tabet que acusava a família de Flávio de atacar Nossa Senhora Aparecida.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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