São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro leva ao TSE ação contra Lula por evento na Eurofarma

Campanha do candidato do PL acusa presidente e ministros de conduta vedada durante eventos sobre saúde e segurança pública.

Flávio Bolsonaro leva ao TSE ação contra Lula por evento na Eurofarma
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e seu vice, Alfredo Gaspar, acionaram nesta terça-feira, 22, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha acusa o presidente de conduta vedada durante a campanha.

A representação também inclui o vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, além dos ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Wellington César Lima e Silva, da Justiça. Flávio afirma que esta é a 14ª representação apresentada por sua campanha contra Lula.

Evento na Eurofarma

Os advogados questionam a participação de Lula em um evento no Complexo Industrial da Eurofarma. Segundo a defesa, o presidente e autoridades presentes associaram políticas e resultados do governo à imagem de Lula. O documento menciona declarações de Padilha e do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara.

A representação também afirma que Lula comparou governos e criticou o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. A defesa contesta ainda a divulgação posterior da agenda pelo Ministério da Saúde. De acordo com o documento, a pasta publicou, em 17 de setembro, conteúdos sobre a visita e sobre a futura disponibilização de medicamentos para emagrecimento pelo SUS, com identificação nominal do presidente.

Durante o evento, Lula disse que canetas emagrecedoras seriam distribuídas gratuitamente a pacientes com obesidade, sem informar quando a medida começaria nem se ocorreria durante o mandato atual ou um eventual quarto mandato. “Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade”, afirmou.

Evento da PRF

A ação também questiona uma solenidade da Polícia Rodoviária Federal realizada no Rio. Os advogados sustentam que Lula usou uma instalação pública e a presença de autoridades das forças de segurança para inserir conteúdo político contra adversários.

A representação cita uma fala em que o presidente associou Jair Bolsonaro aos atos de 8 de janeiro ao responder sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. O documento afirma ainda que o Ministério da Justiça divulgou oficialmente o evento, identificou Lula e reproduziu informações sobre ações e resultados do governo na área de segurança.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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