BRASÍLIA — O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e seu vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suposta conduta vedada durante a campanha. A representação também inclui o vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Wellington César Lima e Silva, da Justiça.
A iniciativa questiona dois eventos de Lula realizados em 17 e 18 de setembro: uma visita ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), e uma solenidade de segurança pública no Complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro. De acordo com a campanha de Flávio, essa é a 14ª representação apresentada pelo senador contra Lula.
No caso da Eurofarma, os advogados afirmam que Lula e outras autoridades relacionaram políticas e resultados do governo à imagem do presidente. A ação menciona declarações de Alexandre Padilha e de Paulo Câmara, presidente do Banco do Nordeste, além de críticas de Lula ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e comparações entre governos.
A representação também contesta a divulgação do evento pelo Ministério da Saúde. Segundo o documento, a pasta publicou, em 17 de setembro, conteúdos sobre a visita e sobre a futura oferta de medicamentos para emagrecimento pelo SUS, com identificação nominal de Lula.
Durante a visita, Lula declarou que canetas emagrecedoras seriam distribuídas gratuitamente a pacientes com obesidade, sem informar quando a medida começaria. “Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade”, afirmou.
Sobre o evento da PRF, os advogados sustentam que a solenidade oficial foi usada para inserir conteúdo político contra adversários. A representação cita uma fala em que Lula associou o ex-presidente Jair Bolsonaro aos atos de 8 de janeiro ao responder sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. O documento também questiona a divulgação do evento pelo Ministério da Justiça, que teria reproduzido informações sobre ações e resultados do governo na área de segurança.







