São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Filipe Barros gastou R$ 37,5 mil em anúncios contra Lula, aponta Meta

Candidato do PL ao Senado pelo Paraná aparece em terceiro entre os que mais impulsionaram publicações negativas contra o presidente em setembro.

Paraná - Conheça o candidato do Paraná que está no topo nacional de "campanha suja"

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado pelo Paraná, gastou R$ 37,5 mil entre 1º e 21 de setembro para ampliar, no Facebook e no Instagram, publicações contrárias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados estão na Biblioteca de Anúncios da Meta.

Barros aparece em terceiro lugar entre os candidatos que mais investiram nesse tipo de anúncio no período. À frente dele estão Zoe Martinez, candidata a deputada federal por São Paulo, com R$ 48,9 mil, e Coronel Alberto Feitosa, candidato em Pernambuco, com R$ 40 mil. Os três são do PL e desembolsaram, juntos, R$ 126 mil em publicações contra Lula.

Também aparecem na lista Bispo Léo Assis Patriota, do Novo, com R$ 31,5 mil, e Hissa Abrahão, do Republicanos, com R$ 31,3 mil. Os dados indicam que as próprias candidaturas concentram os principais gastos com anúncios contra o presidente, em vez de páginas anônimas ou empresas.

Regra eleitoral

A Resolução nº 23.610 do Tribunal Superior Eleitoral permite o impulsionamento pago para promover ou beneficiar a candidatura, o partido ou a federação responsável pela contratação. A norma proíbe o uso desse recurso para propaganda negativa contra adversários, inclusive quando as críticas se baseiam em fatos verdadeiros.

Na última terça-feira (22), o TSE confirmou a condenação de dois políticos do Rio Grande do Norte por terem pago para impulsionar conteúdos negativos contra um adversário nas eleições de 2024. A Corte considerou que a clara conotação negativa pode caracterizar irregularidade mesmo quando as afirmações se apoiam em fatos públicos e notórios.

A legislação prevê multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. O valor pode chegar ao dobro da quantia gasta quando ela superar o limite da penalidade.

A presença de anúncios na Biblioteca da Meta não significa que eles tenham sido considerados regulares pela Justiça Eleitoral. As plataformas fazem uma análise inicial com base em seus mecanismos internos e nas regras aplicáveis, mas uma publicação pode começar a circular e ser questionada posteriormente.

Para as eleições deste ano, o TSE determinou que Meta, Google, TikTok e outras plataformas apresentassem planos para identificar e impedir anúncios predominantemente negativos ou voltados à deslegitimação de adversários. A Portaria nº 463 estabelece que as empresas devem demonstrar diligência proporcional ao risco e à escala do serviço, mas “não exige garantia de resultado”.

Assim, um anúncio pode ser aprovado, alcançar usuários e só depois ser levado à Justiça Eleitoral. Também é necessário avaliar individualmente publicações que promovam uma candidatura e, ao mesmo tempo, façam críticas a um adversário.

No caso de Barros, os dados registram R$ 37,5 mil em 21 dias e não determinam, por si só, se os conteúdos configuram propaganda negativa irregular. Essa conclusão depende da análise de cada anúncio e de eventual manifestação da Justiça Eleitoral.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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