São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Fachin pauta julgamento sobre provas e mensagens ligadas a Moraes

STF avaliará afastamento da cúpula da PF e validade de relatórios com 52 mensagens entre Moraes e Vorcaro.

Fachin pauta julgamento sobre provas e mensagens ligadas a Moraes

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisará nesta terça-feira, 15, a validade de medidas e provas relacionadas à investigação que identificou 52 mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A sessão foi pautada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que ainda não definiu o alcance do julgamento.

A análise ocorre em meio a divergências internas no Supremo e pode fazer com que, pela primeira vez na história do tribunal, um ministro integre o rol de investigados. O caso foi levado ao plenário por Fachin em uma tentativa de pacificar a disputa envolvendo decisões e ofícios dentro da Corte.

Pontos submetidos ao STF

Um dos temas é a legalidade do afastamento cautelar da cúpula da Polícia Federal, determinado pelo ministro André Mendonça. Outro envolve o rito usado para obter e compartilhar provas e relatórios de inteligência produzidos pela corporação.

Mendonça solicitou a apuração de possíveis irregularidades relacionadas a Moraes e Vorcaro com base em elementos encontrados pela PF do ex-controlador do Banco Master. O relatório policial registra 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.

Também será discutida a validade dos relatórios preparados pela PF no âmbito da Petição 16.662. O STF deverá avaliar se foram respeitadas as prerrogativas constitucionais da magistratura e as regras do devido processo legal.

A Procuradoria-Geral da República defendeu a anulação do relatório. Em manifestação encaminhada ao tribunal, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Mendonça investigou Moraes de forma ilegal ao ordenar o aprofundamento da apuração.

Divisão prevista entre os ministros

Os 11 ministros devem se distribuir entre duas posições. Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin são apontados como integrantes de um grupo que tende a acompanhar os argumentos de Moraes sobre vício processual e violação do sistema acusatório.

André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques defendem que o relator pode requisitar diligências e que os indícios justificaram o afastamento da cúpula da PF. Os três votaram para manter fora dos cargos o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada.

Os votos de Fachin e Cármen Lúcia são considerados decisivos. Dias Toffoli declarou-se suspeito para participar de decisões sobre o caso Banco Master. O rito e os participantes da sessão ainda não foram definidos por Fachin.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5