São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Fachin defende código de ética para enfrentar crise no STF

Presidente do tribunal insiste em mecanismos internos enquanto ministros seguem sem consenso sobre indícios envolvendo Daniel Vorcaro.

Fachin defende código de ética para enfrentar crise no STF
Foto: Wilton Junior/Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, insiste na criação de mecanismos internos para enfrentar a crise que atinge a Corte após as eleições. Entre as medidas em discussão está um código de ética a ser apresentado por Cármen Lúcia, com regras para situações envolvendo ministros e empresários com interesses no tribunal.

A proposta poderá abordar o uso de aeronaves emprestadas, a participação em eventos privados e a aceitação de outras vantagens. Também existe a possibilidade de o código estabelecer como o STF deve agir diante de indícios de desvio ético ou de prática criminosa atribuídos a integrantes da Corte.

O debate ganhou força após as investigações do Banco Master revelarem a atuação de Daniel Vorcaro junto a ministros. As duas questões — a apuração sobre eventuais vantagens indevidas e o código de ética — podem ser tratadas em conjunto a partir de novembro.

A aprovação do código, porém, é considerada pouco provável no momento. Fachin avalia que a iniciativa funcionaria como uma forma de reduzir danos e demonstraria que o tribunal dispõe de instrumentos para lidar com crises internas. A avaliação ocorre depois de uma sessão em que ministros trocaram acusações publicamente, sem chegar a uma solução. O ambiente levou o presidente a cancelar sessões de julgamento no plenário.

O STF também não definiu como tratar as situações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Enquanto isso, decisões individuais ganharam espaço, em detrimento da atuação colegiada.

A permanência do impasse pode estimular o Senado a abrir processos de impeachment contra ministros a partir de 2027. O risco apontado é que eventuais afastamentos ocorram por revanche política, e não pelos fatos relacionados a Vorcaro. Nesse cenário, Legislativo e Executivo poderiam discutir uma reforma do Judiciário, incluindo a retirada da competência criminal do STF.

A crise deve continuar nos próximos meses. O texto também menciona outros pontos de tensão, como vazamentos de informações do celular de Vorcaro, acusações públicas e a investigação sobre o desvio de emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, sob relatoria de Flávio Dino.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5