São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Fachin busca limitar efeitos políticos de sessão sobre Moraes e Mendonça

Presidente do STF reúne ministros e avalia medidas para evitar que a sessão seja usada em campanhas nas redes sociais.

Fachin busca limitar efeitos políticos de sessão sobre Moraes e Mendonça

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, reuniu ministros em conversas reservadas para tratar da sessão que discutirá a crise entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. O encontro ocorre enquanto integrantes da corte avaliam como reduzir o impacto político de eventuais confrontos durante o julgamento de terça-feira (15).

Fachin conversou individualmente nesta quinta (10) com Mendonça, Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Interlocutores do presidente afirmam que ele tem defendido um mínimo de urbanidade na sessão.

A equipe do STF considera alternativas para a transmissão. Uma delas é manter o julgamento público com um atraso maior no sinal, permitindo interromper a exibição se os embates escalarem. Também foi cogitada a realização da sessão fechada, embora Fachin esteja inclinado a preservar o caráter público do encontro.

Pelo menos três ministros avaliam que uma transmissão ao vivo com possível troca de ofensas pode prejudicar a imagem do Supremo. A preocupação inclui a edição de trechos para circulação nas redes sociais e o uso desse material por candidatos de direita e de esquerda.

Disputa política

Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva se preparam para divulgar vídeos em que Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes ou Cristiano Zanin apontem possíveis irregularidades nos métodos de investigação do relator do caso Master. A avaliação no entorno do presidente é que decisões de Mendonça buscaram desgastar o governo e favorecer Flávio Bolsonaro.

Apoiadores de Flávio, por sua vez, pretendem explorar declarações de Mendonça, Kassio Nunes Marques ou Luiz Fux sobre os vínculos de Moraes com Daniel Vorcaro ou em defesa de uma investigação criminal contra o ministro.

A crise se intensificou depois que Mendonça divulgou mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes. Em reação, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O uso de um relatório de inteligência da Polícia Federal levou Mendonça a determinar o afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Dino depois o reintegrou, e Fachin suspendeu as duas decisões.

Na quarta-feira (9), Fachin também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e proibiu Mendonça de avançar em investigações com potencial de atingir integrantes da corte. O presidente do STF justificou a suspensão das decisões sobre a Polícia Federal com a existência de “comandos conflitantes e sobrepostos que geram lesão à ordem pública”.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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