São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Dino reintegra diretor da PF após alerta sobre investigação do caso Dark Horse

Andrei Rodrigues afirmou que o afastamento poderia interferir na apuração sobre emendas destinadas a empresas ligadas ao filme.

Dino reintegra diretor da PF após alerta sobre investigação do caso Dark Horse
Foto: Wilton Junior/Estadão

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão atendeu a um pedido apresentado pelo próprio delegado, que apontou risco de interferência na investigação sobre o repasse de emendas parlamentares a empresas ligadas ao filme “Dark Horse”.

O processo é relatado por Dino. Ao justificar a medida, o ministro afirmou que sua atuação no caso decorre da “necessidade de resguardar a plena efetividade das medidas urgentes determinadas nestes autos, e outros”. Segundo Dino, era necessário preservar as condições para o cumprimento das providências e evitar interferências externas na investigação.

Afastamento havia sido determinado por Mendonça

O afastamento de Rodrigues havia sido determinado na terça-feira, 8, pelo ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master. Entre as razões mencionadas estavam a elaboração de relatórios de inteligência supostamente irregulares e o “monitoramento sistemático” de Mendonça e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

A decisão de Mendonça foi provocada por um pedido do partido Novo. Para Dino, a legenda não tinha legitimidade para requerer o afastamento do diretor-geral da PF. O ministro também afirmou que o partido tinha interesse direto na medida por possuir candidato à Presidência da República em disputa com o atual mandatário, candidato à reeleição.

Dino reconheceu a legitimidade do projeto eleitoral no âmbito político, mas disse que ele não poderia ser usado em um processo penal, que deveria observar suas regras.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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