O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira, 9, que a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF) provocou “caos administrativo” na corporação. Dino reverteu a medida e encaminhou o caso ao plenário do tribunal.
Na decisão, o ministro sustentou que investigações urgentes e diligências já autorizadas não deveriam ser interrompidas enquanto o plenário do STF não analisasse o tema. Ele também criticou a suspensão das atividades de inteligência da PF e afirmou que há mais de um inquérito em andamento e mais de um ministro do Supremo envolvido em decisões judiciais.
“não é cabível que investigações urgentes e com diligências em curso, deferidas nestes autos, e em outros, sejam interrompidas”, escreveu Dino. O ministro classificou como uma imposição externa à PF a demissão de todo o corpo diretivo da instituição.
O afastamento do diretor-geral e do diretor de Inteligência da PF esteve em vigor até a manhã desta quarta-feira e, segundo Dino, poderia impedir o avanço de centenas de investigações. Entre os casos sob sua relatoria está o inquérito sobre o uso de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse, relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.







