BOA VISTA — Flávio Bolsonaro defendeu que o presidente do Supremo Tribunal Federal convoque uma sessão pública para tratar do conflito entre ministros da corte. O senador e candidato à Presidência também criticou a operação da Polícia Federal autorizada por Flávio Dino, que investiga suspeitas relacionadas ao filme “Dark Horse”.
Flávio afirmou que deveria haver “urgentemente” uma sessão pública sobre decisões divergentes de Dino e André Mendonça. A disputa levou à intervenção de Edson Fachin, que marcou para terça-feira (15) uma sessão plenária do STF.
Na pauta está a análise de um relatório que aponta Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além do pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o documento. Flávio disse que os ministros deveriam exercer autocontenção e acusou a corte de ter permitido a concentração de poderes em Moraes.
Investigação sobre o filme
A operação da Polícia Federal ocorreu nesta quinta-feira (10) e tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias, autor de emendas parlamentares, e a produtora Karina Gama. A investigação examina recursos enviados por Frias a uma empresa de Karina para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, pai de Flávio e ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
Em nota, a Polícia Federal apontou a suspeita de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Segundo a corporação, o grupo teria direcionado valores a empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados.
Flávio não é alvo dessa operação. Ele é investigado em outro processo, sob relatoria de André Mendonça, por ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme. Karina Gama afirmou que a aplicação dos recursos foi correta.
O senador negou que a produção tenha recebido dinheiro público e classificou a ação como interferência política de Dino sobre as eleições. Durante a agenda em Roraima, Flávio se reuniu com empresários e tinha carreata e comício previstos para a tarde.
O candidato também atacou Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o presidente conta com aliados no Supremo para tentar vencer a disputa eleitoral. A família Bolsonaro definiu ainda a transferência de Hélio Lopes, conhecido como Hélio Negão, para Roraima, onde ele concorre ao Senado.








