BRASÍLIA — Flávio Bolsonaro afirmou que a operação da Polícia Federal para investigar o uso de emendas parlamentares no financiamento do filme “Dark Horse” teve como objetivo afetar sua candidatura à Presidência. A ação foi realizada nesta quinta-feira, 10, e trata da produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
O candidato negou irregularidades no filme e declarou que sua defesa pedirá uma investigação formal contra Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a operação. Flávio também acusou Dino de conduzir ações contra adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem apresentar provas.
Segundo o candidato do PL, Dino teria recebido autorização para agir depois de uma reunião entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Flávio disse ter ficado decepcionado com a participação de Alcolumbre no encontro e afirmou que a operação foi preparada para desgastá-lo eleitoralmente.
Acusações sobre a produtora
Durante a transmissão semanal em seu canal no YouTube, Flávio declarou que Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda., teria sido ameaçada para fazer uma delação. Na versão apresentada por ele, como a empresária não teria informações a fornecer, acabou sendo alvo da busca realizada pela PF.
“Hoje fizeram essa operação fajuta”, disse Flávio, ao criticar a ação. Ele também ironizou o fato de a operação ter ocorrido no mesmo dia em que Lula daria uma entrevista ao SBT e sugeriu que haveria coordenação entre os acontecimentos.
Flávio afirmou ainda que Dino deveria ter classificado a investigação sobre Dark Horse como uma tentativa de golpe. A PF deflagrou a operação para apurar a destinação de emendas parlamentares ao financiamento do longa-metragem.








